24 Mar, 2017

Acesso de imigrantes grávidas aos serviços de saúde estudado no Porto

O Instituto de Saúde Pública da UPorto vai, em abril, avaliar o acesso das mulheres imigrantes aos serviços de saúde em Portugal durante a gravidez e o nível de satisfação quanto aos cuidados durante e pós-parto

Com este estudo, designado “Bambino – Saúde Perinatal em Imigrantes: Barreiras, Incentivos e Resultados”, pretende-se “compreender de que forma os serviços de saúde são utilizados pelas mulheres imigrantes, em comparação com a população portuguesa”, disse o coordenador do projeto, Henrique Barros.

Para obtenção dos dados vão ser inquiridas sete mil mulheres (3.500 imigrantes e 3.500 portuguesas nativas), durante o período de dez meses a um ano, sendo o recrutamento das participantes realizado por profissionais de 38 centros hospitalares com maternidade (todos os que se localizam em Portugal Continental).

As imigrações para a Europa “têm vindo a aumentar”, indicou o responsável pela Unidade de Investigação em Epidemiologia Perinatal e Pediátrica daquele instituto da Universidade do Porto, para quem “é fundamental” compreender as respostas que existem para esse fenómeno, principalmente nos locais onde, por tradição, “a diversidade cultural não é a regra”.

Para este estudo, Henrique Barros acredita ser importante verificar como os fatores socioeconómicos, as diferenças culturais, a língua e a organização dos serviços de saúde podem influenciar a saúde das mulheres imigrantes e dos recém-nascidos.

Apesar de a legislação portuguesa prever que os imigrantes residentes em Portugal tenham as mesmas condições de acesso aos serviços de saúde que os portugueses (independentemente da sua situação jurídica), o coordenador alerta para a existência de estudos que descrevem algumas barreiras e indicadores desfavoráveis nessa área.

A equipa envolvida no projeto pretende, assim, perceber se os dispositivos legais – co