11 Jan, 2017

Academia Nacional de Medicina elogia entrada de Portugal no G8 da Saúde

O presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal, Manuel Antunes, disse hoje que "novas portas, novos caminhos e novas direções" se abrirão com a entrada de Portugal na Aliança M8 - o G8 da Saúde

O presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal, Manuel Antunes, disse hoje que “novas portas, novos caminhos e novas direções” se abrirão com a entrada de Portugal na Aliança M8 – o G8 da Saúde, cujo líder foi hoje distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa, em Coimbra.

“As duas instituições promotoras deste evento solene, a Universidade de Coimbra (UC) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), têm, desde há algum tempo já, iniciado um caminho de internacionalização. Caminho com várias direções, em que a nossa vocação histórica africana será, talvez, a principal. Mas a nossa condição de membro da M8 Alliance certamente abrirá novas portas, novos caminhos, novas direções”.

O professor da Faculdade de Medicina, instituição que propôs a atribuição do grau Honoris Causa, disse, nos elogios ao candidato, que o presidente da Aliança M8 e da Cimeira Mundial da Saúde, o alemão Detlev Ganten, se transformou numa personalidade do mundo.

Para Manuel Antunes, que dirige também o Centro de Cirurgia Cardiotorácica do CHUC, “é por demais evidente que o professor Ganten há muito deixou de ser um homem limitado ao mundo profissional e académico em que brilha com naturalidade”.

Especialista em farmacologia e medicina molecular e um dos principais cientistas mundiais no campo da hipertensão, Detlev Ganten fundou em 2009 a Cimeira Mundial da Saúde, da qual surgiu a rede da Aliança M8, na qual Portugal está representado desde outubro de 2015 pelo consórcio CHUC e UC.

“A personalidade singularmente valiosa do professor Ganten, e a sua fantástica experiência profissional, atravessando conjunturas tão diferentes ao longo da sua vida dedicada à Ciência, merece ser reconhecido por atividades tão valorosas como as que tem desempenhado neste século XXI”, disse o cirurgião Manuel Antunes, na cerimónia de atribuição do grau Honoris Causa.

Na sua intervenção, na Sala dos Capelos da UC, o presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal, que também apoiou a entrada portuguesa na Aliança M8, salientou ainda o papel de liderança do presidente dos Hospitais de Coimbra, José Martins Nunes, “na gigantesca tarefa de construir o CHUC a partir da fusão de sete diferentes unidades hospitalares da cidade, à semelhança do que anteriormente havia feito em Berlim o homenageado principal”.

“Estou certo de que, com clareza, ficará patente o relevante papel que Martins Nunes desempenhou numa das mais complexas tarefas a que a Coimbra já assistiu, num dos momentos mais difíceis da história de Portugal”, frisou Manuel Antunes.

Também a diretora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra UC e professora da Faculdade de Medicina, nos elogios ao apresentante [Martins Nunes] destacou a “dedicação à causa pública” do presidente do CHUC.

“Além dos contributos científicos dados na sua área de especialidade, a anestesia, destacam-se a sua dedicação à causa pública enquanto secretário de Estado da Saúde no XII Governo Constitucional, nomeadamente na conceção da lei sobre a ‘Colheita e transplante de órgãos’, cujo papel foi decisivo na dinamização dos transplantes hepáticos em Portugal”, sublinhou Catarina Resende de Oliveira.

A investigadora e professora catedrática de Medicina falava na UC, na cerimónia de atribuição do grau ‘Honoris Causa’ ao presidente da Aliança M8 e da Cimeira Mundial da Saúde, o alemão Detlev Ganten, apresentado pelo presidente do CHUC.

A responsável destacou ainda o papel de Martins Nunes “na maior reforma hospitalar portuguesa (CHUC) e como impulsionador do Centro Académico Clínico de Coimbra (o consórcio CHUC/UC)”.

“O seu envolvimento na integração deste Centro Académico na rede colaborativa de Centros Académicos Clínicos de excelência, M8 Alliance, são marcos inquestionáveis para a internacionalização e o posicionamento da UC e CHUC, da região e do país, no centros onde se discutem e tentam solucionar os problemas da saúde em termos globais”, sublinhou.

LUSA/SO

 

 

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