Lisboa é a 9.ª cidade europeia a juntar-se ao programa internacional Cities Changing Diabetes, cujo objetivo é travar o aumento da diabetes em todo o mundo, contribuir para reduzir os novos casos de diabetes e evitar mais de 100 milhões de novos casos de diabetes até 2045. A diabetes é um problema de saúde pública que continua a aumentar em todo o mundo e coloca em risco a vida de milhões de pessoas e pode implicar custos de 1 mil milhões de euros por ano até 2045.

O projeto Cities Changing Diabetes, que tem como pressuposto que o crescimento da prevalência da doença não é inevitável, chega agora a Lisboa, com a assinatura de um Memorando de Entendimento de Cooperação subscrito pela Câmara Municipal de Lisboa, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, a Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas e a Novo Nordisk Portugal.

O acordo prevê que as partes envolvidas desenvolvam expandam, em conjunto, atividades que abordem o desafio da diabetes na cidade de Lisboa. Para o município, o projeto representa uma oportunidade para alcançar o seu objetivo de melhorar a vida das pessoas com diabetes e de quem está em risco de desenvolver esta doença que se estima que atinja mais de 10,5% da população da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Com dois terços das pessoas com diabetes a viver em meios urbanos, as cidades têm um papel fulcral no combate à doença. Se nada for feito espera-se que, em todo o mundo, 736 milhões de adultos sofram de diabetes e 1,4 mil milhões de adultos tenham obesidade até 2045. A obesidade é um dos principais fatores de risco modificáveis no que respeita à diabetes e o objetivo é reduzi-la em 26% até 2045. O projeto Cities Changing Diabetes permitirá que as entidades envolvidas trabalhem em colaboração com parceiros no sentido de mapear, partilhar e agir perante o desafio da diabetes em meios urbanos.

José Manuel Boavida, presidente da APDP, refere que “é com enorme satisfação que vemos Lisboa integrar esta iniciativa internacional que apela ao papel ativo das cidades no combate à diabetes. Hoje em dia sabe-se que o estilo de vida urbano, com uma alimentação hipercalórica, o sedentarismo, o stress, as escolhas alimentares pouco saudáveis, entre outros, está muito associado a uma maior incidência da diabetes, obesidade e outras doenças associadas pelo que urge combater esta tendência”.

“É com muito prazer que agradecemos a todos os nossos parceiros nesta iniciativa e aplaudimos a decisão da Câmara Municipal de Lisboa, enquanto principal autoridade da cidade, de conduzir o Cities Changing Diabetes Lisboa e juntarem-se à rede internacional desta iniciativa”, conclui.

Já Manuel Grilo, Vereador do Pelouro da Educação e dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa defende que “a Câmara Municipal acolhe de braços abertos o projeto Cities Changing Diabetes, porque nos revemos nos princípios que norteiam esta iniciativa: para nós é fundamental promover a saúde da população da nossa cidade e diminuir a incidência de uma doença que se estima que atinja 10,5% da população lisboeta.”

“O aumento da diabetes não é sustentável – seja para  a sociedade, os sistemas de saúde, as empresas ou mesmo a economia. A medicina desempenha um papel crucial no tratamento da diabetes, mas se queremos travar o aumento catastrófico desta doença, tem de haver um foco na prevenção e no estilo de vida. Devemos trabalhar juntos em projetos sociais para controlar a epidemia da diabetes, caso contrário, a doença colocará em risco a viabilidade dos próprios sistemas de saúde”, afirma Anja Salehar, diretora-geral da Novo Nordisk Portugal.

No futuro, todos os parceiros que queiram contribuir para este mesmo objetivo – reduzir a prevalência da diabetes em Lisboa através da sua prevenção e melhoria dos cuidados associados – podem associar-se a esta iniciativa contribuindo da forma que lhes seja mais adequada. Todos são bem-vindos!

A Novo Nordisk deu início ao programa Cities Changing Diabetes em 2014, em parceria com a University College London e o Steno Diabetes Center Copenhagen. A Cidade do México foi a primeira a juntar-se em 2014 e atualmente 26 cidades de todo o mundo integram esta iniciativa, adotando novas ações na área da promoção da saúde e do planeamento urbano para compreender o desafio da diabetes em cada cidade.

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