Chamada ‘A Esperança não para de crescer”, a campanha lançada este mês e que vai prolongar-se durante um ano, pretende sensibilizar os portugueses para que “se informem sobre os avanços registados”, explicou Isabel Magalhães.

Centrada em torno de “um dos tumores malignos que mata milhões de pessoas em todo o mundo” e que, em Portugal, “são diagnosticados 5.700 novos casos/ano”, sendo que “morrem cerca de 4.700 nesse período”, a campanha quer, ainda assim, passar uma mensagem de esperança, porque, frisou Isabel Magalhães, “é também um dos tumores que mais tem beneficiado com os avanços da ciência”. Apesar disso, a taxa de sobrevida média a 5 anos varia entre os 10 e os 20% (em Portugal, está nos 15%, segundos os últimos dados disponíveis).

“Os avanços da ciência no cancro do pulmão têm sido imensos”, refere Isabel Magalhães, presidente de uma associação que tem por missão “a prevenção, promoção do diagnóstico precoce do cancro do pulmão, aconselhamento dos doentes e promoção de investigação sobre as causas e tratamento desta doença”.

Estes objetivos, acrescentou, “são diferentes, mas unem-se através do mesmo fio condutor: ajudar a salvar vidas. É isso que se pretende com a nova campanha, que este ano tem como foco os progressos que a medicina tem feito e que permitem aumentar a qualidade e quantidade de vida dos doentes”.

“É por isso que deixamos o apelo a todos os portugueses: envolva-se e ajude a esperança a crescer, não o cancro”, acrescentou Isabel Magalhães sobre a campanha que se inicia, também, no Mês de Sensibilização para o Cancro do Pulmão.

A mensagem da campanha está condensada num vídeo, onde a associação vinca que “a esperança não para de crescer para quem é diagnosticado com cancro no pulmão, havendo hoje novas oportunidades no tratamento e acompanhamento destes doentes”.

SO/LUSA

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