À semelhança do que aconteceu com o relatório social do SNS, o Ministério da Saúde esperou pelo rescaldo eleitoral para agora divulgar também o balanço financeiro dos hospitais EPE. Segundo avança o Jornal de Negócios, só 12% (cinco) dos 43 hospitais do SNS tiveram resultados operacionais positivos no ano passado.

O Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi o que teve maior saldo positivo (mais de 166 milhões de euros), seguido do Centro Hospitalar de Setúbal (com 127 milhões de euros). Os outros três que cumpriram o orçamento anual em 2018, mesmo que à justa, foram o Hospital de Cantanhede, o Hospital Magalhães Lemos – em Matosinhos – e o Hospital Rovisco Pais, na Tocha.

O buraco orçamental derrapou para os 474,5 milhões de euros, o que representa um agravamento de quase 22 milhões face a 2017. Também o EBITDA voltou a agravar-se, para os 675 milhões de euros. Em 2014, este indicador tinha ficado em terreno positivo, tendo-se vindo a deteriorar todos os anos.

Os maiores hospitais são também os que mais perdas registam. O Centro Hospitalar de Lisboa Central teve um saldo negativo de 83 milhões, seguindo de Coimbra (com cerca de 80 milhões negativos) e do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que engloba o Hospital de Santa Maria, e que, em 2018, foi 68 milhões de euros além do orçamento previsto.

O Ministério da Saúde justifica a derrapagem nas contas com os fortes aumentos da atividade assistencial e do número
de trabalhadores.

TC/SO

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