Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP) do Centro Hospitalar de Leiria, e a equipa que assegurará os Cuidados Paliativos Pediátricos (EIHSCP-P), uniram-se para
assinalar, durante todo o mês de outubro, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos e dos Cuidados Paliativos Pediátricos, que se comemoram oficialmente dia 12 de outubro.
No dia 11, sexta-feira, as equipas estarão em vários pontos do Hospital de Santo André, a sensibilizar para o mote deste ano “My care, my right – Meus cuidados, meu direito” e a esclarecer as dúvidas dos utentes. A EIHSCP-P associa-se também à iniciativa internacional “Hats on 4 children needing palliative care” e assinala o dia com o uso de chapéus, pelas crianças que precisam de cuidados paliativos. Isabel Semeão, enfermeira responsável da EIHSCP, explica que «os cuidados paliativos são um direito. São cuidados que afirmam a vida, garantindo que o doente e a sua família são tratados com respeito e dignidade na doença».
A responsável destaca ainda que «é essencial desmistificar a ideia que cuidados paliativos se destinam apenas a quem está no fim da vida, ou quem sofre de doença oncológica. Os cuidados
paliativos destinam se a todas as pessoas, em qualquer fase da vida, com sintomas não controlados, ou em sofrimento intenso. Pessoas com doença avançada, progressiva e grave, com insuficiências orgânicas avançadas, ou doenças neurológicas degenerativas, entre outras». «Acima de tudo, queremos afirmar estes cuidados como um direito do utente – criança ou adulto -, a quem ajudam a viver tão ativamente quanto possível, apoiando-o não só nos aspetos físicos da doença, mas também nas dimensões social, psicológica e espiritual, e da sua família/cuidadores, ajudando-os a lidar com a doença, e, caso seja o caso, os acompanham no luto».
Os cuidados paliativos são cuidados que visam a prevenção e alívio do sofrimento, que devem ser integrados no processo de cura e tratamento da doença desde o diagnóstico, minimizando o
sofrimento e promovendo a melhor qualidade de vida. «Os cuidados paliativos são um direito humano, e é assim que devem ser encarados por profissionais e utentes, e não como um cuidado de
fim de linha, para quando “não há esperança”. É nosso direito receber cuidados de excelência que proporcionem o alívio do sofrimento que uma doença grave ou complexa pode causar, para que
vivamos com qualidade e dignidade». O CHL estará a sensibilizar para estes cuidados na sua página na internet 
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