“Quando falamos em transformação digital, não falamos apenas em pôr a funcionar ‘softwares’ ou inteligência artificial, mas sim em mudar o funcionamento de um hospital por causa do digital”, disse. “E, nesta matéria, quando falamos deste hospital, estamos perante um caso em que se tem feito muito melhor do que vai acontecendo nos outros hospitais do país”, afirmou, dando o exemplo concreto do processo pioneiro de desmaterialização de registos e processos em curso na unidade vareira.Henrique Martins falava à margem da sessão comemorativa do segundo aniversário do projeto HOSP (Hospital de Ovar Sem Papel), que decorreu esta quarta-feira no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Ovar.

Em momento de gizar a cronologia dos dois primeiros anos de introdução do HOSP, o presidente do Conselho Diretivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar (HFZ-Ovar), Luís Miguel Ferreira, sublinhou que “a iniciativa apresenta já muitos bons resultados, mas temos a consciência de que ainda há muito caminho a percorrer”.

Para o responsável, “o objetivo é criar uma cultura de registos e processos reduzindo ao mínimo o recurso ao papel, que se traduz noutras formas de trabalhar e de interagir com os utentes nos diferentes serviços, num processo que tem evoluído muito positivamente, graças ao empenho dos colaboradores desta instituição neste processo de transformação digital que está em curso em toda a sociedade”. “E tudo isto vai sendo desenvolvido com enorme preocupação pela inclusão digital, quer dos nossos colaboradores, quer dos utentes do hospital”, rematou.

O HOSP tem sido acarinhado desde a primeira hora pela Câmara Municipal de Ovar, confessou o vice-presidente Domingos Silva, que vê “com bons olhos” o seu desenvolvimento. “Trata-se de um projeto de grande importância para a nossa comunidade”, salientou o autarca.

O “HOSP: Hospital de Ovar Sem Papel” é um projeto que foi lançado a 04 de outubro de 2017 – numa sessão que contou com a presença (por videoconferência) do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes -, visando reduzir a utilização do papel na unidade, privilegiando os registos e processos eletrónicos.