No ano passado, o Estado gastou 1.255 milhões de euros em comparticipações de medicamentos. Trata-se do valor mais elevado desde 2011, ano em que a despesa ficou nos 1.326 milhões, avança o Jornal de Negócios, que cita dados do Infarmed.

Os gastos do estado têm vindo a subir desde 2014, ainda que de forma ligeira. Contudo, em 2018, o aumento de despesa acelerou para 3,3%. Também durante os últimos sete anos, os encargos dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos aumentaram. No ano passado, foram de 711 milhões. Também aqui é preciso recuar até 2011 – antes da crise financeira – para encontrar um valor mais elevado (799 milhões).

No “Relatório Anual de Acesso de 2018”, o Ministério da Saúde justifica a subida dos encargos do SNS com “o aumento da dispensa de medicamentos com escalões elevados de comparticipação” (a dispensa de antidiabéticos aumentou 90% e a anticoagulantes 69%).

Já os hospitais nunca gastaram tanto com fármacos como em 2018, com o valor total a galopar até aos 1.207 milhões de euros, uma subida de quase 6% em comparação com 2017.

No ano passado, foram vendidas 161 milhões de embalagens, mais quatro milhões do que em 2017.

Apesar do aumento dos gastos totais, o custo médio por embalagem desceu 0,9% face a 2017, o que equivale a um descida muito ligeira, de 4 cêntimos. Já o custo médio para o doente baixou de novo, à semelhança do que já acontece há alguns anos, e fixou-se nos 4,41 euros por embalagem.

TC/SO

ler mais