A sépsis é uma inflamação sistémica causada por uma infeção como resposta aguda do sistema imunitário a uma infeção grave. As condições mais graves obrigam a longos períodos de internamento hospitalar e causam morbilidade e mortalidade elevadas.

No entanto, grande parte da população desconhece a doença. Um estudo encomendado pelo Instituto Latino Americano da Sépsis (ILAS) concluiu que 93,4% dos entrevistados nunca ouviram falar sobre a doença.

Estima-se que, anualmente, em todo o mundo, cerca de 30 milhões de pessoas desenvolvam sépsis. No âmbito do Dia Mundial da Sépsis, que se assinala hoje, importa recordar a importância da prevenção e do diagnóstico atempado. Isto porque a incidência deste tipo de inflamações está a aumentar cerca de 1,5% ao ano. Segundo a DGS, este aumento de incidência explica-se com envelhecimento da população, a maior longevidade de doentes crónicos, a crescente existência de imunossupressão por doença e o maior recurso a técnicas invasivas.

A prevenção da sépsis passa por prevenir as infeções. O risco de sépsis pode ser reduzido, principalmente em crianças, quando respeitado o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infeções, inclusive hospitalares, que originam a sépsis.

Causas

A maioria dos microrganismos pode causar uma infeção que origina a sépsis, incluindo bactérias, fungos, vírus e parasitas. No entanto, também pode ser causada por infeções pelo vírus da gripe, dengue e outros patógenos altamente transmissíveis, como vírus do ébola ou febre amarela.

Principais sintomas:

– Fala arrastada ou confusão;

– Tremor extremo ou dor muscular;

– Febre;

-Não urinar durante o dia;

– Falta de ar;

– Pele manchada ou sem cor

“A sépsis causa problemas na coagulação do sangue, na irrigação de órgãos vitais como o cérebro, coração ou rins, disfunções orgânicas graves”, refere Eleonora Bunsow, especialista na área de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas e Medical Advisor da BioMérieux Portugal e Espanha.

E acrescenta: “A eficácia do tratamento depende muito da rapidez do diagnóstico. A taxa de mortalidade aumenta, portanto, nos casos em que o diagnóstico é mais demorado e, sobretudo, nos casos em que o doente tem o sistema imunitário debilitado ou uma doença crónica”.

Mesmo após a alta hospitalar, as consequências da sépsis podem permanecer. Os efeitos a longo prazo incluem danos permanentes nos órgãos afetados, assim como incapacidade física e cognitiva, estados de tristeza, dificuldade em deglutir, fadiga e fraqueza muscular, dificuldade em dormir, problemas de memória, dificuldade de concentração, ansiedade são alguns dos sintomas que se podem manter para o resto da vida.

SO/Comunicado

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