No âmbito da celebração do Dia Europeu da Enxaqueca, promovido pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias, foi apresentada a MiGRA Portugal – Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, a primeira associação para estas patologias.

Estima-se que cerca de 1,5 milhões de portugueses sofra com cefaleias ou enxaquecas. As patologias afetam sobretudo a faixa da população entre os 5 e os 49 anos, atingindo assim os indivíduos que estão no auge da sua vida ativa. É principalmente nestas faixas etárias que estes dois tipos de dor de cabeça são uma das maiores causas para que vivam mais anos com incapacidade. Incapacidade essa que deriva das crises, que podem durar vários dias e ser frequentes, e, consequentemente, dos seus sintomas, que podem ir desde a intolerância à luz, ao som, tonturas, vómitos, mau-estar e pouca disposição para estar no trabalho ou em eventos sociais.

A presidente da MiGRA Portugal, Madalena Plácido, afirmou no evento que “estes doentes estavam um pouco perdidos em Portugal e não tinham nenhuma associação que os representasse e apoiasse. Os doentes com enxaqueca e cefaleias sentem-se frequentemente incompreendidos, porque estas são doenças invisíveis que continuam a não ser devidamente valorizadas no nosso país. Embora exista um grande desconhecimento da população em torno destas patologias, a verdade é que são incapacitantes e afetam gravemente a qualidade de vida dos doentes a nível pessoal familiar, social e profissional”.

Com a criação da associação, Madalena Plácino, que também sofre com Enxaquecas, afirma querer “desenvolver diversas iniciativas de sensibilização junto, tanto da população, como da comunidade médica, e aumentar o conhecimento em relação a estas doenças tão incapacitantes”, acrescentando que acreditam que a MiGRA seja “um apoio fundamental para que, daqui para a frente, seja possível, em conjunto com diversas entidades, melhorar a qualidade de vida e a literacia em saúde dos doentes com enxaqueca e cefaleias”.

EQ/SO