Até então, a investigação clínica, conduzida ao abrigo de um acordo de colaboração entre a ULSM, no distrito do Porto, e a BlueClinical – Investigação e Desenvolvimento em Saúde, incidia sobre os ensaios clínicos de Fases II a IV.

“O desenvolvimento de novos fármacos e a atividade de ensaios clínicos proporciona um conjunto de benefícios para as organizações de saúde e para os utentes, proporcionando a melhoria dos indicadores de saúde ao garantir aos doentes tratamentos inovadores, mais eficazes e seguros, numa fase precoce do seu desenvolvimento”, explicou, em comunicado.

Segundo a unidade hospitalar, o acesso a novos medicamentos, antes de estes estarem disponíveis para comercialização, pode antecipar em vários anos o acesso a terapêuticas avançadas.

“Fruto do envolvimento dos profissionais no processo de investigação, da sua formação e desenvolvimento contínuo, cultura de rigor e organização imposta pela metodologia de investigação de um centro de ensaios clínicos, traduz-se em melhorias sustentáveis a vários níveis dos diferentes serviços prestados nas unidades de saúde, desencadeando frequentemente novas descobertas ou ramos de estudo, contribuindo para o desenvolvimento de novas terapêuticas”, realçou.

Adicionalmente, referiu, contribui para o desenvolvimento científico dos investigadores e um “efeito de arrastamento na cadeia de valor” dos serviços da ULSM.

O processo de desenvolvimento de novos medicamentos tem uma duração longa de 10 a 15 anos, desde a fase pré-clínica até à fase de comercialização, recordou.

O protocolo de colaboração para a investigação clínica entre a ULSM e a BlueClinical foi celebrado em 2013, no âmbito da ‘Clinical Research Partnership’ da Blueclinical.

Lusa

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