Durante a gravidez o corpo da mulher passa por inúmeras alterações físicas. Consequentemente, podem ocorrer dores localizadas ou generalizadas, que aparecem e desaparecem, ou que persistem ao longo de toda a gravidez. Uma das dores mais comuns durante o período de gestação é a dor nas costas.

A lombalgia ocorre, geralmente, em cerca de 50% das mulheres grávidas – especialmente a partir do 2º trimestre de gravidez, na sequência do aumento da tensão nas costas, afetando a postura.

A lombalgia está associada a limitações funcionais, que obrigam a alterações de rotina e do estilo de vida, mais evidentes à medida que a gestação vai progredindo.

“A dor nas costas pode representar uma situação grave quando não melhora com repouso e se torna intensa. É importante que as grávidas conversem sobre o tema com o seu médico para que seja possível fazer um diagnóstico atempado e, consequentemente, iniciar o tratamento mais adequado”, salienta Ana Pedro, Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED).

A lombalgia não deve ser ignorada, já que acarreta inúmeros prejuízos para a qualidade de vida e para a saúde, afetando a qualidade do sono, a disposição no dia-a-dia, o desempenho profissional, a vida social e as atividades de lazer, além dos elevados encargos financeiros associados.

A especialista acrescenta ainda que “praticar exercícios de relaxamento e alongamentos, evitar levantar pesos e sapatos de salto alto, não permanecer muito tempo de pé, corrigir a postura na cama e ao sentar-se são algumas das estratégias simples que as grávidas podem adotar para corrigir a postura e evitar as dores nas costas”.

A lombalgia é uma perturbação muito frequente que afeta 80% das pessoas em algum momento das suas vidas. Define-se como dor ou desconforto localizado na zona lombar das costas e da coluna vertebral, com ou sem irradiação para as extremidades inferiores. É uma das principais causas de faltas ao trabalho por doença e a segunda razão mais frequente de consulta médica.

À semelhança das outras condições de dor crónica, a dor lombar é uma perturbação muito complexa. As causas físicas mais frequentes incluem doenças ou lesões nos músculos, ossos e/ou nervos da medula espinal. No entanto, a dor lombar é atribuída a uma causa clara apenas em menos de 20% dos casos. É essencial um diagnóstico abrangente e minucioso a cada doente específico para se providenciar um tratamento e acompanhamento adequados.

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