“O aumento das intervenções cirúrgicas em 35% permitiu reduzir a lista de espera em 15% e este ano metade dos utentes que estavam em lista de espera foram atendidos em menos de três meses”, afirmou a presidente do HESE, Filomena Mendes.

Segundo os dados divulgados pela unidade hospitalar, nos primeiros seis meses deste ano, foram realizadas 9.191 cirurgias programadas no HESE, mais 2.112 do que no mesmo período do ano passado, quando tinham sido feitas 7.079 intervenções.

Ginecologia, ortopedia, cirurgia geral e oftalmologia foram algumas das especialidades onde se registaram bons resultados” sublinhou, indicando que nas outras áreas também foram conseguidos “aumentos muito significativos” de produção.

“Tem havido da parte de todos os profissionais do hospital, transversalmente, de todos os serviços, uma grande disponibilidade para fazer uma produção adicional”, assinalou Filomena Mendes, indicando que a redução da lista de espera faz com que os doentes sejam atendidos “dentro do tempo máximo da resposta garantida”.

A presidente do conselho de administração do HESE justificou o “bom desempenho”, entre outros fatores, com o plano iniciado no final do ano passado e com o qual passaram a realizar-se cirurgias aos fins de semana e feriados.

“Começámos a fazer cirurgias aos fins de semana e feriados no final do ano passado, porque estávamos com dificuldades e a aumentar a lista de espera. Os profissionais fazem o seu horário de trabalho e, depois, ainda fazem horas adicionais”, notou.

Com isso, o HESE aumentou os custos, porque o trabalho extraordinário “tem que ser remunerado” e gasta-se “mais material de consumo e medicamentos”, continuou, vincando que “um hospital público serve para dar resposta a quem precisa dele”.

Entretanto, destacou, o plano abrandou, mas o HESE mantém a realização de cirurgias todos os sábados e em média dois domingos por mês.

Filomena Mendes adiantou que, no primeiro semestre deste ano face a igual período do ano passado, as consultas externas no HESE tiveram “um aumento de 8%” e nas primeiras consultas, que têm origem nos centros de saúde, “a subida foi de 12%”.

No caso das consultas, assinalou, o desempenho “ainda foi mais significativo”, porque, no mesmo período comparativo, “a lista de espera diminuiu 28%” e “a lista de espera para os utentes que esperavam há mais de um ano diminuiu 45%”.

A responsável advertiu que o HESE “ainda tem muito para caminhar”, considerando que a unidade hospitalar tem “poucos médicos e que, por muito trabalho que fazem e disponibilidade que tenham, nem sempre se consegue dar resposta” às necessidades.

SO/LUSA

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