Os dois equipamentos PET (tomografia por emissão de positrões) são essenciais para “o estudo do cérebro e diagnóstico de várias doenças (distúrbios neurológicos, cardiovasculares e cancro)”, sublinha, numa nota enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra (UC).

A autorização para a aquisição das duas máquinas – que ficarão no ICNAS e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) – foi “recentemente aprovada em Conselho de Ministros e publicada em Diário da República”.

Os equipamentos foram adquiridos no âmbito da BIN (Brain Imaging Network)/Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral, projeto que é liderado pela UC e que tem a sua infraestrutura central sediada no ICNAS.

Os dois novos equipamentos PET, destaca a Universidade, reforçam a “posição de liderança da UC na área da medicina nuclear e, em particular, da imagiologia cerebral”.

Com os novos equipamentos de tomografia por emissão de positrões, será possível “combinar as imagens de ressonância magnética nuclear (RMN) e PET com a recolha e o tratamento dos dados gerados para fins de investigação básica e clínica, cumprindo-se o objetivo de reforçar a componente imagiológica PET da infraestrutura da BIN /Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral, em termos técnicos e clínicos de alto nível”, acrescenta a UC.

Para o reitor Amílcar Falcão, “a aquisição destes equipamentos vem reforçar a posição da Universidade de Coimbra na área da medicina nuclear”, abrindo “mais perspetivas no âmbito da investigação e da respetiva aplicação clínica”.

Igualmente importante, sustenta ainda o reitor da UC, é o facto de um dos equipamentos PET ficarem instalados no CHUC, numa lógica de partilha de recursos humanos e materiais em investigação clínica e diagnóstico avançado no âmbito da medicina nuclear.

“Este é um dos resultados práticos do trabalho conjunto que a UC está a desenvolver com o CHUC, no âmbito do Centro Académico e Clínico, potenciando ganhos de escala e novas sinergias”, conclui, citado pela UC, Amílcar Falcão.

A aquisição dos dois equipamentos PET é financiada em 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Regional do Centro.

SO/Lusa

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