“Faltam, seguramente, mais de 90 médicos neste hospital de várias especialidades. Em termos de anestesiologistas foi-nos reportado que faltam pelo menos 10 e em termos de obstetras faltarão 15 e isto tem condicionado a capacidade de resposta nalgumas áreas”, apontou o bastonário.

Miguel Guimarães, que falava aos jornalistas esta tarde, no final de uma visita ao hospital Fernando da Fonseca (conhecido por Amadora-Sintra), referiu que as vagas pedidas pela administração não estão a ser atribuídas, situação que “dificulta ainda mais o funcionamento” desta unidade de saúde, no distrito de Lisboa.

O bastonário apontou ainda para a necessidade de serem substituídos equipamentos hospitalares, nomeadamente ventiladores e o angiógrafo, já com 20 anos.

“É um angiógrafo que já devia estar colocado de lado, dá imensos problemas. O conselho de administração garantiu-nos que será substituído a muito curto prazo”, apontou.

Os problemas de recursos humanos no hospital foram também relatados aos jornalistas pela anestesiologista Ângela Rodrigues, que se queixou da existência de pressões para reduzir o número de especialistas presentes nos serviços de urgência.

“O serviço está a lutar para conseguir manter o número correto de elementos em serviço de urgências. Nós queremos que sejam quatro elementos presentes durante o dia e durante a noite, mas existem pressões para que sejam reduzidos para três”, lamentou.

LUSA/SO

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