A proscilaridina-A revelou-se promissora quando usada para o tratamento da leucemia infantil com expressão do gene MYC. Atualmente, não existem tratamentos eficazes aprovados que atuem sobre aquele tipo de alteração na leucemia.

“Observámos aqui, pela primeira vez, as propriedades anticancerígenas e epigenéticas da proscilaridina-A – um cardiotónico usado para tratar a insuficiência cardíaca ou arritmias – em leucemias em crianças que expressam o gene MYC”, avançou Elodie Da Costa, primeira autora do estudo,

“Quando é submetido a mutações ou superexpressão, este gene induz a proliferação descontrolada de células, promovendo, assim, o desenvolvimento de cancro”, explicou.

Para a investigação, a equipa, da Universidade de Montreal, no Canadá. usou várias técnicas avançadas na área da biologia molecular, sequenciamento de nova geração e farmacologia, de forma a avaliar a eficácia e mecanismo de ação da proscilaridina-A no tratamento de leucemias.

A equipa observou que a molécula ataca preferencialmente as células estaminais leucémicas que promovem a expansão da doença.

“Cada cancro é único e, para aumentar as hipóteses de sobrevivência, a medicina de precisão constitui uma forma promissora de evolução, através do desenvolvimento de estratégias de tratamento específicas para o paciente”, comentou Noël Raynal, investigador neste estudo.

“A investigação em reposicionamento de fármacos abre um novo caminho para opções terapêuticas inovadoras no tratamento do cancro”, acrescentou ainda o investigador.

TC

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