Em baixo, pode ver as entrevistas a cada um dos oradores: o Dr. João Pereira, o Prof. Dr. Hélder Mota Filipe e o Dr. Tiago Bartolomeu

Dr. João Pereira: “[Este livro] pode trazer para o debate novas informações e evidências que podem ser úteis à tomada de decisão por parte dos profissionais de saúde. Gostaríamos também que pudesse dar mais confiança aos doentes, para estes passarem a utilizar estes medicamentos”.

O Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública lembra que os biossimilares já são usados na Europa há mais de 12 anos. “Temos uma experiência que nos permite dizer que são medicamentos tão seguros e eficazes como os medicamentos biológicos”, garantiu.

Prof. Dr. Hélder Mota Filipe: “Vivemos [a desconfiança antes] com os genéricos. Com os biossimilares está a acontecer o mesmo. Como é que se pode combater isto? Com informação e comunicação. Na passagem da comunicação (para dar confiança aos profissionais e aos doentes), há ainda alguma fragilidade. As autoridades reguladoras e as associações de doentes têm de trabalhar no sentido de passar a informação correta”

O Professor Associado da Faculdade de Farmácia de Universidade de Lisboa considera que o livro “Biossimilares – O estado da arte” é acessível a todos os leitores. “A discussão, neste momento, passa para um outro patamar: tirar dúvidas sobre o conteúdo do livro”.

Dr. Tiago Bartolomeu: ” Há alguns desafios que fazem com que a taxa de penetração destes medicamentos no mercado não seja tão rápida como a de um genérico. Há um caminho que tem de ser feito pelos médicos, pelos profissionais de saúde, pelo Infarmed”

O Country Head da Sandoz sublinha o exemplo dos países nórdicos, em que “existe uma tradição de ambientes concursais para todo o mercado”.  “São mercados pequenos, o que permite que se faça uma gestão muito próxima dos procedimentos concursais. Fazer um switch não é [uma solução] isenta de riscos”, refere.

“A nossa tradição envolve, e bem, mais elementos da sociedade a contribuírem para esse debate. Acho que cada vez há mais conforto por parte dos profissionais de saúde para a utilização destes medicamentos. Por exemplo, o rituximab já tem uma taxa de penetração acima dos 50%, enquanto que os primeiros biossimilares demoraram três anos a chegar a valores semelhantes”, sublinha o Dr. Tiago Bartolomeu, antecipando um futuro “com mais moléculas” e com uma expansão destes medicamentos a outras áreas.

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