Que programas de microeliminação estão em curso na região da Cantábria?

O programa de microeliminação na prisão está em andamento, apoiado pela telemedicina e por uma equipa multidisciplinar. Com o centro de dependência, também temos acesso ao diagnóstico e encaminhamento direto para tratar todos os pacientes nesses centros.

Como funciona o programa de microeliminação nas prisões?

É baseado num rastreio universal do VHC de todos os prisioneiros no momento da entrada na prisão e o diagnóstico é feito numa única etapa, ou seja, são determinados os anticorpos e, se for positivo, a viremia é feita para detectar infecção ativa. Neste momento, somos notificados por consulta telemática e fazemos uma única consulta no hospital para avaliar a doença e iniciar o tratamento. O acompanhamento é feito por telemedicina.

Além da microeliminação, já existe uma estratégia de macroeliminação gradual em centros de saúde. Como funciona?

Já se iniciou este mês. Um sistema de alerta no programa de cuidados primários começará durante os próximos 3 anos para iniciar o rastreio em pessoas com idade entre 50-60, 60-70 e 40-50, respetivamente.

Na sua região, todos os pacientes diagnosticados já foram tratados?

Sim. Neste momento, cada doente com infecção ativa gera um alerta no nosso sistema de computador, graças ao diagnóstico feito numa única etapa e é referenciado no serviço digestivo para iniciar do tratamento.

Quando esperam alcançar a eliminação da Hepatite C na Cantábria?

Seguindo o plano de eliminação, espera-se que se atinja essa meta em 2021.

Quão importante é a simplificação do tratamento para a adesão do paciente?

A simplificação é, sem dúvida, essencial para uma correta adesão, mas, para isso, é também importante a quase total ausência de efeitos secundários.

Tiago Caeiro

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