Sendo o sal abusivamente consumido, um grupo de cientistas do iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica – estão a explorar o uso de plantas halófitas, ervas aromáticas e microalgas como uma alternativa ao sal de cozinha.

Esta investigação é denomida de projeto Lesssalt e “pretende avaliar e correlacionar a composição nutricional e fitoquímica de extractos derivados das plantas e microalgas com as suas propriedades sensoriais. Posteriormente, será avaliada a capacidade anti-hipertensiva dos diferentes produtos em teste e seleccionados aqueles que demonstrarem conferir características sensoriais adequadas associadas a um possível efeito anti-hipertensivo. Pretende-se que este produto possa ser usado como um substituto saudável do sal nas cozinhas e, assim, contribuir para uma melhoria significativa na saúde da população”, podemos ler num comunicado enviado à imprensa.

O projeto está a ser desenvolvido no âmbito do programa iBETXplore, um programa de financiamento interno cujo objetivo é estimular a investigação científica. Através deste programa, o iBET possibilita aos jovens cientistas com ideias ambiciosas e com relevância para a sociedade possam desenvolver os seus projetos.

É de realçar que o consumo excessivo de sal está relacionado com o desenvolvimento de várias doenças crónicas como a hipertensão, o cancro do estômago ou a osteoporose. Assim sendo, a identificação de produtos alternativos ao sal, capazes de preservar o sabor e a forma de confeção dos alimentos é, atualmente, um dos maiores desafios da indústria alimentar.

Erica Quaresma