No âmbito do Science and Innovation Congress Switzerland-Portugal, realizado entre dia 2 e 3 de maio, a Novartis apresentou um novo programa Health Science Accelerator para apoiar equipas de investigação, que estão a desenvolver compostos promissores em fases pré-clínicas, com vista à criação de um programa completo de desenvolvimento.

O programa Sci.Care “visa lançar um desafio à comunidade científica em determinadas áreas, apoiando as equipas de investigação a preparar melhor os seus programas de desenvolvimento, de investigação, para que tenham mais probabilidades de sucesso, com mais ferramentas e mais skills”, explica a Presidente do Grupo Novartis em Portugal, Cristina Campos.

Esta iniciativa irá selecionar 8 candidatos projetos, cujas equipas participarão num curso prático de imersão durante uma semana.

Os selecionados serão de diferentes áreas que, de acordo com a presidente do grupo em Portugal, abrange um variado leque, indo desde “as doenças autoimunes da pele e do sistema muscoesquelético, as áreas da neurociência, da oncologia, cardiovascular e do sistema circulatório, oftalmologia (incluindo as doenças da retina) e a área respiratória”.

A responsável adiantou que uma das gigantes na área farmacêutica pretende encontrar “programas transformacionais que possam levar ao desenvolvimento de compostos, de produtos ou mesmo na área de diagnóstico, com marcadores biológicos e que possam dar respostas a necessidades ainda não satisfeitas nestas especialidades”.

“Qualquer equipa que esteja a desenvolver projetos numa destas áreas pode candidatar-se”, explica.

Existem, no entanto três critérios a cumprir:

1. A qualidade, a relevância e a viabilidade dos projetos propostos;

2. As competências, o percurso académico e de investigação destas equipas;

3. A recomendação ou o apoio da própria instituição da qual a equipa de investigação faz parte, porque, como justifica, “no fundo, a Novartis pretende apoiar instituições e equipas de investigação e não cientistas individuais com o seu próprio projeto”.

Após a seleção, as equipas de investigadores irão ter uma formação numa série de áreas “importantes para tornar estes projetos e estas equipas mais capacitadas para desenvolver projetos de investigação mais robustos”, tais como bioestatística, comunicação, compliance regulamentar e ética, proteção de patentes, financiamento, planeamento estratégico, os modelos organizacionais. Ou seja, “uma série de áreas que vão ajudar as equipas a tornar os seus projetos mais propícios a serem projetos vencedores”, resume.

Esse programa de formação e imersão é realizado por profissionais das mais distintas áreas, de modo a que as equipas que nela participam consigam levar avante a sua investigação e chegar ao seu objetivo final:

“Vamos ter um conjunto de vários parceiros, inclusive do NIBR – Novartis Institutes of Biomedical Research [instituto da área biomédica] e da equipa da Novartis a ajudar, para além de outras instituições nacionais, que iremos anunciar brevemente e que também irão acompanhar estas equipas.”

De acordo com Cristina Campos, estima-se que todas as informações sobre o programa estejam expostos no site da Novartis até ao final de junho. Posteriormente, as candidaturas poderão ser efetuadas até ao final de setembro e o “júri envolvido no processo de seleção irá tomar uma decisão até ao final de outubro”, sendo previsível que o programa de imersão “decorra no início do próximo ano, 2020”.

Erica Quaresma

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