A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) garante que não ter recebido nenhum pedido, por parte da do Ministério da Saúde, para investigar a alegada prioridade dada por hospitais públicos às colonoscopias de rastreio, avança o Jornal de Notícias. No entanto, o gabinete da ministra da saúde diz que o ofício a ordenar a investigação já foi enviado para a ERS.

No final de Março, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) acusava os hospitais de só se preocuparem com os lucros, remetendo para segundo plano as colonoscopias de acompanhamento (feitas aos doentes com problemas identificados e seguidos por um especialista) e privilegiando as de rastreio. A diferença de valores pagos por cada exame é enorme: enquanto no primeiro caso a tutela atribui apenas 169,73 euros, no caso dos exames de rastreio (inseridos no âmbito da prevenção do cancro colorretal) paga 378 euros.

Logo depois da denúncia, a ministra Marta Temido frisou que era necessário “perceber se há ou não casos que suscitem esse comentário ou, se porventura, não tem fundo de verdade e não merece preocupação”. O gabinete da ministra garante que enviou o oficio à ERS a 26 de março mas, mais de três semanas depois, a entidade reguladora ainda não o recebeu.

Tiago Caeiro