Este é o único hospital da Região Centro a realizar este tipo de procedimento.

“A ecografia intracardíaca dispensa a anestesia geral, o recobro, nestes casos, é mais rápido e é mais confortável para o doente. Esta ecografia pode melhorar o desempenho e reduzir os riscos permitindo a avaliação em tempo real da anatomia cardíaca durante os procedimentos de intervenção, permitindo, ainda, guiar a manipulação do cateter em relação às diferentes estruturas anatómicas” explica o cardiologista de intervenção.

A introdução da ecografia intracardíaca representa um grande avanço na área da imagem cardíaca, e tornou-se parte integrante de uma variedade de procedimentos percutâneos intervencionistas e eletrofisiológicos. “O ICE é ideal para guiar procedimentos, tais como, o encerramento de defeito do septo interauricolar e ablação por cateter de arritmias cardíacas, e, ainda, valvuloplastia mitral, substituição valvular aórtica transcateter (TAVI) e encerramento do apêndice auricular esquerdo” refere Marco Costa.

A doente que foi submetida à intervenção “que decorreu sem complicações, tinha uma doença congénita cardíaca o que poderia causar, mais tarde, insuficiência cardíaca e arritmias e, até mesmo, acidente vascular cerebral (AVC)” afirma o cardiologista.

As modalidades de imagem transcateter, como o ICE, podem substituir gradualmente o clássico ecocardiograma transesofagico que obriga a anestesia geral nas intervenções estruturais percutâneas, encurtando o tempo de procedimento e evitando complicações.