Em comunicado, os Serviços de Saúde informaram que desde o início de 2019 já foram registados “sete casos importados e 13 casos relacionados com sarampo importado”, um aumento significativo face ao ano transato.

Em 2018, foram detetados cinco casos de sarampo no território durante todo o ano.

No entanto, devido ao surto de sarampo em regiões vizinhas, a situação em Macau será este ano “potencialmente mais grave do que em anos anteriores”, admitiram as autoridades, numa conferência de imprensa realizada na passada quarta-feira.

Só nas Filipinas, em fevereiro, tinham sido identificados mais de quatro mil casos e 70 mortos devido ao surto do sarampo.

No comunicado divulgado esta segunda-feira, os Serviços de Saúde voltaram a apelar à vacinação e asseguraram que vão “fortalecer o nível imunitário dos profissionais que estabelecem contacto com o público”.

“Em breve, os Serviços de Saúde irão proceder à vacinação contra o sarampo de trabalhadores que não foram vacinados, e que exercem funções no aeroporto internacional de Macau, nos terminais marítimos, no Corpo de Bombeiros, (…) entre outros serviços”, lê-se.

Na semana passada, o coordenador do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde disse acreditar que a situação “ainda é controlável”, pelo que “não existem razões para que a acreditação [de erradicação da doença] seja retirada pela Organização Mundial da Saúde”, ainda que as autoridades sublinhem o “grande número de trabalhadores oriundos das Filipinas e do Vietname”, um cenário que aumenta o risco de casos importados.

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