A epidemia de Ébola e os efeitos do ciclone Idai serão alguns dos temas em debate a partir de hoje na Praia, Cabo Verde, no II Fórum da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a Saúde em África.

“Alcançar a cobertura universal de saúde e segurança sanitária em África: a África que pretendemos” é o tema deste encontro internacional que decorre até quinta-feira e em que são esperados mais de 600 participantes.

Entre os participantes convidados contam-se ministros da Saúde da região africana e outras autoridades públicas, assim como representantes dos principais atores do setor da saúde, como universidades, organizações não-governamentais e fundações, entre outros.

São igualmente esperados 30 finalistas de um concurso para soluções inovadoras para o setor da saúde em África.

Disponibilizar uma plataforma para discutir estratégias inovadoras sobre desafios persistentes em matéria de saúde pública na região africana, promover uma apropriação e governança reforçadas dos países para a saúde e explorar formas concretas para os parceiros contribuírem na reforma do trabalho da OMS na região africana são objetivos do encontro.

Além da cerimónia de abertura, vai realizar-se hoje a primeira sessão do fórum: “Levar a cobertura universal da saúde para o próximo patamar em África: Não deixar ninguém para trás”.

Nesta sessão, serão identificados “os meios para garantir que os serviços essenciais estejam a ser disponibilizados às populações, sem perder os ganhos obtidos até agora com os serviços existentes”.

Na parte da tarde, irá ser debatida a colaboração multissetorial para melhorar a saúde através de, entre outros aspetos, a partilha do “ponto da situação da colaboração multissetorial para resultados de saúde, analisando os pontos fortes e fracos da colaboração multissetorial”.

A organização justifica a escolha de Cabo Verde para acolher este evento com o facto de o arquipélago ser “um excelente exemplo do que pode ser alcançado onde há vontade política e colaboração multissetorial para a saúde”.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui, há semana e meia, fez pelo menos 762 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.

Segundo as Nações Unidas, o ciclone Idai afetou 1,85 milhões de pessoas em Moçambique, estimando-se que mais de 480 mil tenham sido desalojadas pelas cheias que submergiram e destruíram uma área de mais de 3.000 quilómetros quadrados.

A epidemia de febre hemorrágica Ébola que atinge a República Democrática do Congo (RD Congo) desde 01 de agosto de 2018 ultrapassou os mil casos, anunciou este domingo o ministério da Saúde congolês.

O último balanço da situação epidemiológica, divulgado no domingo e datado de 23 de março, indica que desde o início da epidemia foram registados 1.009 casos, dos quais 944 confirmados e 65 prováveis. No total, registaram-se 629 óbitos (564 confirmados laboratorialmente e 65 prováveis) e 321 pessoas curaram-se.

Outros 240 casos estão a ser investigados.

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