Segundo Pedro Siza Vieira, o executivo pretende “assegurar o crescimento da competitividade das empresas e contribuir para o aumento das exportações”.

“Temos o objetivo de fazer chegar as exportações a 50% do PIB (Produto Interno Bruto) até meados da próxima década”, avançou.

Estes “Pactos Setoriais para a Competitividade e Internacionalização” serão hoje assinados, em Lisboa, com o ‘Portuguese AgroFood Cluster’, o ‘Health Cluster Portugal’ e o ‘Cluster’ AEC – Arquitetura, Engenharia e Construção. Na quarta-feira, em Leiria, será a vez do ‘Cluster’ Automóvel, do ‘Engineering & Tooling Cluster’ e do ‘Produtech’ – Tecnologias de Produção.

“Nestes cinco meses, sentamo-nos com estes seis primeiros setores, para identificar quais as necessidades em termos de formação profissional, de promoção externa e apoio às exportações”, referiu o governante, destacando ainda as áreas dos “incentivos ao investimento em investigação e desenvolvimento” para auxiliar as empresas “no seu percurso”.

Pedro Siza Vieira acredita que, à imagem do que aconteceu com o calçado e o turismo, “quando as próprias empresas se articulam entre si para prosseguirem objetivos comuns têm mais sucesso no crescimento da produtividade e nas exportações”, acrescentando: “E é isso que queremos generalizar”.

O ministro detalhou ainda que estes ‘clusters’ são compostos por empresas, associações empresariais, instituições de investigação e ensino superior, e que “têm uma grande abrangência no território nacional”.

Entre as medidas concretas de apoio às empresas está o auxílio no desenho da formação profissional, para “pegar em certas pessoas, que têm qualificações menos adequadas às necessidades das empresas, e dar-lhes formação profissional específica que lhes permita redirecionar a sua atividade para o setor automóvel, ou metalomecânico”, entre outros, indicou Siza Vieira.

Esta iniciativa vai também apoiar a internacionalização, através da identificação de “ações de promoção externa que as empresas querem fazer” e da avaliação de feiras em que podem apoiar a sua internacionalização ou de missões internacionais que podem tentar atrair, salientou o governante.

O programa irá contar com financiamento público, em montantes que ainda não foram definidos.

“Queremos que os sistemas de incentivos, designadamente no quadro dos fundos europeus, estruturais e de investimento possam ser trabalhados para irem ao encontro destes objetivos setoriais. É preferível desenhar incentivos mais apropriados às necessidades específicas de cada setor do que fazer uma coisa geral”, garantiu o ministro.

As empresas poderão ainda contar com apoios para programas de colaboração para certos objetivos, nomeadamente a inovação, de acordo com Siza Vieira.

Estes pactos serão “assinados agora para um horizonte de três, quatro anos e que vamos ajustando à medida que avançamos”, detalhou o ministro.

Pedro Siza Vieira garantiu que o programa terá metas definidas. Por exemplo, “no setor automóvel a ambição que temos é aumentar o valor acrescentado nacional em 12%. Identificamos uma série de medidas que vão ajudar as empresas a atingir esse objetivo”.

Para o futuro, o governante quer alargar estes acordos a mais ‘clusters’ e abranger o máximo de empresas possível.

O ‘Portuguese AgroFood Cluster’ conta com 466 associados, é responsável por cerca de 112 mil postos de trabalho e 16 mil milhões de euros de volume de negócios, ascendendo as exportações a seis mil milhões de euros.

O ‘Health Cluster Portugal’ tem 172 associados, com cerca de 279 mil postos de trabalho e 27 mil milhões de euros de volume de negócios, dos quais 1.400 milhões de euros para exportações.

Já o ‘Cluster’ AEC – Arquitetura, Engenharia e Construção, com 59 associados, pertence a uma fileira responsável por mais de 551.729 postos de trabalho e 37,48 mil milhões de euros de volume de negócios, segundo dados do Ministério da Economia.

A cerimónia de hoje contará com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

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