Numa mensagem publicada no Facebook, o Sindicato que convocou uma greve nacional entre 2 e 30 de abril indica que “estão a ser estudadas estratégias para que sejam minimizados os impactos económicos” junto dos trabalhadores.

O Sindepor diz que essa estratégia será anunciada depois de o tribunal arbitral apresentar o acórdão sobre os serviços mínimos para esta greve nacional. Na mensagem aos enfermeiros, o Sindicato diz que “tem perfeita noção que uma greve de um mês tem um forte impacto nos parcos rendimentos dos enfermeiros”.

“Tudo faremos para que em termos estratégicos tenhamos o máximo efeito com o mínimo de constrangimentos orçamentais”, refere o Sindepor.

Quando foram anunciadas as datas da greve, o presidente do Sindepor, Carlos Ramalho reconheceu que seria difícil os profissionais ficarem quase um mês sem salário, admitindo a possibilidade de os enfermeiros se organizarem “para haver rotatividade em termos de adesão”.

O Sindepor já disse que só desconvocará a greve prevista se o Governo retomar negociações políticas sobre a carreira e o descongelamento das progressões.

“O nosso objetivo é negociar e não decretar greves, mas queremos uma negociação séria e justa que abranja as matérias que são fundamentais para os enfermeiros”, declarou na semana passada Carlos Ramalho à agência Lusa.

Segundo o dirigente do Sindepor, as negociações que estão em curso são meramente técnicas, com a Administração Central do Sistema de Saúde, e não abrangem a questão da carreira de enfermagem nem o descongelamento das progressões.

LUSA

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