O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), elogiou ontem, no parlamento, o trabalho desenvolvido pelo hospital local. “Tínhamos um hospital muito envelhecido. Alguns exames mais complexos tinham de ser feitos em Lisboa. Se não tivéssemos aproveitado a oportunidade que surgiu na altura não teríamos um hospital que é hoje um dos melhores do país. Foi um ganho substancial para toda a população”, afirmou.

Esta unidade de saúde inaugurada em 2011 serve cinco municípios e que resulta de uma gestão conjunta entre o Estado e o Grupo José de Mello Saúde. É atualmente um dos quatro hospitais gerido por uma Parceria Público-Privada (PPP). A concessão termina a 31 de maio de 2021 e o governo tem até ao final de maio deste ano para decidir se quer renovar (ou não) o contrato.

Alberto Mesquita foi ouvido por um grupo de trabalho que avalia o desempenho das PPP na área da saúde. O objetivo era ouvir também os presidentes das câmaras municipais de Braga, Loures e Cascais (as outras três cidades que têm hospitais em regime de PPP), mas apenas o autarca de Vila Franca de Xira compareceu. E garantiu que “existe uma diferença abismal” em relação ao período anterior a 2011, quando o novo hospital entrou em funcionamento.

 

Hospital foi fundamental para enfrentar a legionella

 

No sentido de justificar ainda mais a sua convicção, Alberto Mesquita recordou “o episódio mais negro da história do município (surto de ‘legionella’)” para defender o trabalho desenvolvido pelo hospital de Vila Franca de Xira. “Foi o hospital de Vila Franca de Xira que conseguiu debelar, numa primeira fase, os efeitos do surto de ‘legionella’. Se estivesse a funcionar o antigo hospital teríamos mais vítimas a lamentar”, afiançou.

Destacou ainda as várias distinções e classificações de “excelente” que o hospital tem recebido em várias áreas.

No entanto, o autarca reconheceu que existem alguns problemas no funcionamento do hospital, nomeadamente a “insuficiência” no número de camas e o “elevado tempo de espera nas urgências”. “O hospital tem 280 camas e deveria ter mais. São dois aspetos que pretendemos que venham a ser melhorados quando se avançar para a revisão do contrato de gestão”, sublinhou.

O hospital de Vila Franca de Xira, que veio substituir o Hospital Reynaldo dos Santos, serve também os concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Benavente, num total de cerca de 250 mil habitantes.

Tiago Caeiro/LUSA

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