“A José de Mello Saúde decidiu interromper a suspensão da convenção (…), comunicada no passado dia 11 de fevereiro”, lê-se num comunicado interno da instituição a que a agência Lusa teve acesso. De acordo com a mesma fonte, nas últimas semanas foram iniciadas conversações com a ADSE, “com vista a superar as dificuldades” que levaram à suspensão do serviço.

A empresa afirma que, apesar das diferenças que ainda separam as duas entidades, reconhece “o empenho que o conselho diretivo da ADSE e as suas tutelas têm colocado no progresso” das conversações. “A José de Mello Saúde tem colaborado ativamente na construção dos critérios que permitam funcionar num regime de equilíbrio e previsibilidade até à introdução de uma nova tabela”, refere a empresa num comunicado interno.

Os responsáveis pela instituição manifestam expectativas de que uma nova tabela tenha em consideração “a sustentabilidade de todas as partes” e contemple “a futura correção monetária pela inflação que se vier a justificar”.

Segundo a José de Mello Saúde, a ADSE ficou de apresentar este mês uma proposta de tabela para entrar em vigor até ao final de junho, “removendo a imprevisibilidade e eliminando a regra das regularizações”.

“Só com a adoção destes princípios será possível assegurar os superiores interesses dos beneficiários, garantindo-lhes acesso a cuidados de saúde com elevados padrões de qualidade e segurança”, defende a José de Mello, acrescentando que a não denúncia das convenções nesta data assenta “na fundada expectativa de que a nova tabela entre em vigor no curto prazo”.

A José de Mello Saúde anunciou em fevereiro a suspensão da convenção com a ADSE para prestação e cuidados de saúde aos seus beneficiários em toda a rede CUF. A suspensão teria efeito a partir do dia 12 de abril. As consultas passariam, então, dos atuais 3,99 euros para os 35 euros. Mesmo assim, este era um preço “especial”, quando comparado com os 98 euros que a CUF cobra a qualquer doente sem seguro de saúde.

Tiago Caeiro / LUSA

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