É principalmente no interior que as farmácias têm mais dificuldade em sobreviver. Das 150 farmácias que fecharam portas nos últimos oito anos, a maior parte situa-se em territórios de baixa densidade, onde têm menos margem para fazer descontos e tornam-se, por isso, menos competitivas, alerta o Presidente da Associação Nacional de Farmácias, citado pelo Público.

Paulo Cleto Duarte explica que até abriram mais farmácias do que aquelas que encerraram, desde 2011. O balanço é positivo mas fez-se sentir, sobretudo, nas zonas urbanas. Nestas áreas, os estabelecimentos têm uma dimensão maior e podem praticar maiores descontos – o que não acontece com as farmácias do interior, onde “a farmácia funciona muitas vezes como o único pólo agregador, não apenas da saúde, mas, às vezes, também da economia”, frisou o presidente da ANF.

A ANF lançou, no mês passado, a campanha “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”, em que apela ao Parlamento para que, entre outras medidas, atribua “incentivos e melhores condições de funcionamento às farmácias mais frágeis, evitando o seu encerramento”. Como o Saúde Online já tinha noticiado, há 2922 farmácias em Portugal. Destas, 679 em situação de insolvência. Em Portalegre, por exemplo, tem quase 35% das farmácias em risco de fechar. A petição vai ser discutida no parlamento.

Tiago Caeiro