O retomar das negociações levou a Federação dos Sindicatos de Enfermeiros (FENSE) a adiar a greve de zelo que tinha previsto iniciar no início do mês. A FENSE é a primeira estrutura a ser recebida pela comissão negociadora, que integra representantes dos ministérios da Saúde e das Finanças.

Além da FENSE, o Governo reúne-se também hoje com o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), um dos sindicatos que esteve na origem de uma “greve cirúrgica” que levou a uma posterior requisição civil. O outro foi a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros – ASPE.

Na semana passada, José Azevedo, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, que faz parte da FENSE, explicou que a greve de zelo se destinava a retomar as negociações, pelo que se adiou a paralisação.

A 22 de fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou que iria retomar nos primeiros dias de março as reuniões negociais com as estruturas sindicais dos enfermeiros.

Relativamente à FENSE, o Ministério da Saúde adiantou que as reuniões se destinam à celebração do acordo coletivo de trabalho, cuja negociação decorre desde novembro de 2018.

Em janeiro e fevereiro enfermeiros fizeram uma greve às cirurgias, tendo obrigado ao adiamento de milhares de operações. O Governo decretou a 07 de fevereiro uma requisição civil e pediu um parecer à Procuradoria Geral da República, que considerou a greve ilegal. A ASPE suspendeu-a, mas o Sindepor manteve-a, tendo o seu presidente estado em greve de fome durante dois dias.

A greve, a segunda, arrancou depois de os dois sindicatos de enfermeiros terem terminado as reuniões negociais com o Governo sem consenso, sobretudo na questão do descongelamento das progressões da carreira, no aumento do salário base e respetivas progressões e na antecipação da idade da reforma.

LUSA

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