Os produtos em causa são os dumplings, um prato tradicional da cozinha chinesa que consiste em bolas de massa recheada com carne ou peixe cozinhados.

A Sanquan afirmou, em comunicado, citada pela agência Reuters, que recolheu todos os produtos suspeitos de contaminação, referindo relatórios sobre contaminação em três lotes de dumplings de carne de porco. A empresa disse ainda que está a cooperar com as autoridades locais numa investigação, não tendo confirmado nenhum dos relatórios, adiantando que cada lote de carne de porco veio de fornecedores de qualidade e foi certificado pelas autoridades competentes.

Na sexta-feira, a Beijing News afirmou que o vírus foi detetado em dezenas de amostras de produtos processados ​​de carne de porco vendidos na província chinesa de Gansu, no noroeste do país. As amostras positivas, confirmadas pelas autoridades locais, de acordo com o relatório, vieram de 11 empresas diferentes, incluindo Sanquan, Kedi Group e Synear.

A Reuters menciona ainda outro relatório divulgado na sexta-feira pelo Economic Observer que indica que os produtos Sanquan vendidos na província de Hunan também tiveram resultados positivos nos testes para o vírus.

Face às notícias publicadas, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais informou que constituiu uma equipa de inspeção para investigar o assunto e pediu às empresas envolvidas para analisarem a origem da carne suína usada nos produtos alegadamente contaminados e reforçarem os testes de deteção.

Estima-se que o consumo de produtos derivados de suínos em 2018 caiu em de 0,5%, devido ao receio dos consumidores em relação à segurança, disse à Reuters no final de janeiro a empresa de investigação de mercado Euromonitor International. Contudo, este ano espera-se que o consumo seja ligeiramente superior ao do ano anterior em 41,3 milhões de toneladas.

Mónica Abreu Silva

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