O Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor) garante que o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tentou identificar os enfermeiros que pretendem aderir à greve cirúrgica esta quinta-feira, adianta o jornal i. Por email, a unidade hospitalar notificou todos os enfermeiros para saber, com 24 horas de antecedência, se estes iriam fazer greve.

Tal procedimento é ilegal. O Sindepor já reagiu e afirma que vai agir juridicamente contra o CHUC, por considerar que se trata de uma forma de “boicotar o direito à greve”. Ao contrário dos quatro hospitais em que foi decretada a requisição civil (Centro Hospitalar e Universitário de São João, Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar de Entre-o-Douro e Vouga e Centro Hospitalar de Tondela Viseu), por alegadamente não estarem a ser cumpridos os serviços mínimos, o CHUC não foi afetado por essa medida.

Assim, o sindicato é apenas obrigado a indicar o número de enfermeiros que vão estar em greve e a garantir o cumprimento dos serviços mínimos. Jorge Correira, da direção do Sindepor, explicou ao i que, em Coimbra, o que acontece é que “os enfermeiros em greve no dia comparecem ao serviço e depois decide-se os que estão em greve”. No caso dos hospitais abrangidas pela requisição civil, cabe ao conselho de administração indicar o número de enfermeiros necessários.

No entanto, o CHUC está a agir como se estivesse abrangido pela medida decretada pelo governo. Todos os dias, o CHUC envia um email com a indicação dos serviços necessários e dos enfermeiros necessários e chega mesmo a afirmar que “no limite, podem ser escalados 100% dos enfermeiros”. O Sindepor garante que os serviços mínimos estão a ser cumpridos e acusa o CHUC de estar a tentar forçar a requição civil.

Tiago Caeiro