O Ministério e parceiros reforçaram o programa de controlo de lepra que culminou com o diagnóstico de 2.422 casos totais em 2018, dos quais 261 crianças, referiu o diretor nacional do programa do controlo da doença, Francisco Guilengue.

O valor representa um aumento de 25% face ao ano anterior, em que estavam diagnosticados 1.926 casos, incluindo 211 crianças. Os dados foram recolhidos a propósito do Dia Mundial do Leproso, que se celebrou no domingo.

Guilengue lamenta o facto de o apoio dos parceiros ter sido reduzido desde que Moçambique foi declarado livre da doença, em 2008, com uma taxa de menos de um caso por cada dez mil habitantes, critério usado para que se declare a eliminação da lepra. O país tem hoje cerca de 29 milhões de habitantes.

No entanto, já depois da erradicação, foram detetados 20 distritos endémicos (sobretudo no Norte e Centro), do total de 154 que compõem as 11 províncias.

A lepra é uma doença infeciosa transmitida por uma bactéria através da saliva e que afeta a pele e os nervos, levando à perda de sensibilidade e deformação de diferentes partes do corpo humano.

LUSA

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