“A instalação desta autoclave permite uma poupança no transporte para o continente, no transporte do porto para o destino final e ainda nos contentores que eram de utilização única e agora passam a ser contentores reutilizáveis”, explicou a secretária do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, durante uma visita do executivo à Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra, no concelho de Santa Cruz, zona leste da ilha.

O sistema de autoclavagem representou um investimento de 720 mil euros, mas permite à região uma poupança anual de 500 mil euros no manuseamento dos resíduos hospitalares perigosos, que até agora eram todos encaminhados para o continente, numa operação orçada em 700 mil euros.

Os resíduos hospitalares estão classificados em quatro grupos: os do I e do II são equiparados aos resíduos sólidos urbanos e têm um tratamento idêntico, ao passo que os dos grupos III e IV são perigosos e o seu tratamento obedece a regras específicas.

A entrada em funcionamento da autoclavagem na Estação da Meia Serra permite tratar e incinerar os resíduos do grupo III, sendo que agora apenas vão para o continente os do grupo IV, considerados muito perigosos, que representam 10% do total do lixo hospitalar gerado na região autónoma.

A operação de envio para o continente do lixo muito perigoso custa ao executivo 200 mil euros por ano, mas não está prevista a instalação de um sistema de tratamento específico, considerando que a Madeira não produz resíduos hospitalares do grupo IV que justifique o investimento.

A autoclavagem da Estação de Meia Serra tem uma capacidade de desinfeção de 325 quilos por hora e deverá tratar cerca de 350 toneladas de resíduos hospitalares por ano, provenientes de todas as entidades de prestação de serviços de saúde regionais.

LUSA

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