O mandato de Carlos Martins tinha terminado a 31 de dezembro e hoje o responsável soube que vai ser substituído à frente da administração dos Hospitais Santa Maria e Pulido Valente.

“Encaro isto com naturalidade. Foram seis anos desta casa que vão marcar a minha vida para sempre e tenho o maior orgulho de ter servido esta instituição”, afirmou Carlos Martins à Lusa. Até ao momento ainda não se sabe quem será o substituto de Carlos Martins.

O jornal Expresso avança que foi uma decisão do Governo e que a mesma foi comunicada a Carlos Martins nesta quinta-feira e foi totalmente inesperada, garantem elementos próximos do administrador. Contudo, o Público escreve que Carlos Martins colocou o lugar à disposição em dezembro.

O Saúde Online tentou, até agora sem sucesso, confirmar a saída de Carlos Martins junto do gabinete da Ministra da Saúde, Marta Temido. Em comunicado enviado às redações, o gabinete da ministra adianta, no entanto, que “estão em curso as nomeações de 15 conselhos de administração de estabelecimentos hospitalares, que cessaram o mandato a 31 de dezembro de 2018”.

Explica ainda que “a nomeação de conselhos de administração do setor empresarial do Estado é um processo descrito na lei, que envolve a consulta à CRESAP”. Assim sendo, os conselhos de administração (CA) cujo mandato chegou ao fim têm de se manter no cargo até ser nomeado uma nova equipa. É o caso do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que Carlos Martins lidera há já quase seis anos. Existe contudo, uma exceção para os membros do CA que renunciaram ao mandato. Neste caso, terão de manter em funções até ao último dia do mês seguinto ao pedido de renúncia. Está nesta situação, por exemplo, o CA do Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Carlos Martins afirma que encara a sua substituição com naturalidade e neutralidade e diz que até deixar a administração vai continuar a cumprir a sua missão “com empenho e ambição”. “Tenho 25 anos no setor da saúde e irei partilhar a experiência na área da docência e vou abraçar um novo desafio, mas sei que não será no Serviço Nacional de Saúde”, afirmou à Lusa.

Além disso, no futuro, Carlos Martins disse que, com a saída das funções pública, vai recuperar na plenitude os seus direitos de cidadania, podendo voltar a “fazer política, a comentar políticas e a ter participação política”.

Carlos Martins, ex-deputado do PSD foi nomeado presidente do Hospital de Santa Maria em 2013 e foi reconduzido no cargo em 2016 pelo atual governo. Tem sido, contudo, uma voz crítica do executivo de António Costa. Em outubro de 2016, perante um despacho governamental que obrigava os hospitais a pedirem autorização para todas as despesas, Carlos Martins disse, em entrevista ao Público, que preferia “ir a tribunal por não cumprir um despacho do que por homicídio”.

Saúde Online /Lusa

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