Dez aparelhos, avaliados em mais de 300 mil euros, foram roubados do interior de uma zona de acesso restrito do Hospital Egas Moniz, em Lisboa, avança hoje o jornal Correio da Manhã. O roubo terá acontecido entre as 12h de domingo e as 8h desta segunda-feira.

Em causa estão oito videocolonoscópios, um videoduodenoscópio e um videogastroescópio, equipamentos da especialidade médica de gastroenterologia. Cinco destes aparelhos eram novos. Todos estavam guardados no terceiro piso do Egas Moniz, no gabinete de esterilização da unidade de Gastroenterologia.

A PSP, que já está a investigar o roubo, suspeita que o assalto pode ter sido levado a cabo com a ajuda de funcionários do próprio hospital. Segundo o jornal, agentes da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa estiveram a realizar diligências no hospital durante todo o dia de ontem, o que incluiu a recolha de impressões digitais, imagens da câmaras de videovigilância e outros vestígios.

A única forma de entrar na zona onde estaria o material era entrar por uma porta que necessita de um código de acesso, que é do conhecimento de todos os funcionários da unidade hospitalar. Os equipamentos podem ser facilmente vendidos a clínica e hospitais privados, em Portugal ou no estrangeiro, diz ainda o Correio da Manhã.

Entretanto, o hospital Egas Moniz está a elaborar um plano para reagendar os exames no Serviço de Gastrenterologia por causa do furto de endoscópios nesta unidade hospitalar, tendo já comunicado o caso ao Ministério Público.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) diz que este plano para “recuperação de agenda” nos exames está a ser elaborado pelo Serviço de Gastrenterologia tendo em conta os três hospitais deste centro (Egas Moniz, Santa Cruz e S. Francisco Xavier).

“Os endoscópicos são equipamentos de imagem que se destinam a exames complementares de diagnóstico de Gastrenterologia”, adianta o CHLO, explicando que os equipamentos estavam “numa unidade de Endoscopia, no edifício de Ambulatório do Hospital Egas Moniz que tem acesso restrito por portas com código e guardados em armários também com códigos de acesso”.

A Unidade de Endoscopia, acrescenta o CHLO, tem atividade programada durante os dias úteis e é utilizada, caso necessário, em urgência para doentes internados no Hospital Egas Moniz, durante 7 dias da semana. A realização destes exames envolve médicos, enfermeiros e auxiliares.

Saúde Online / Lusa

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