O concurso público para a construção do hospital só vai ser lançado em julho, mas o governo apresenta já esta sexta-feira, em Évora, o projeto de financiamento do novo hospital, que deverá servir todos distritos da região. O investimento previsto é de 180 milhões de euros, comparticipados, em 40 milhões, por fundos europeus.

As obras da nova unidade hospitalar só deverão arrancar em 2020, estando a inauguração prevista durante o ano de 2023, segundo avançou a ministra da Saúde, Marta Temido, em declarações à TSF. O novo hospital vai ficar localizado em Évora, dando resposta aos utentes dos distritos de Portalegre, Évora e Beja.

O Hospital Central do Alentejo é uma necessidade antiga e nunca concretizada. O projeto foi elaborado pelo arquiteto Souto Moura e está pronto desde 2012. No entanto, nunca avançou. O conselho de ministros estabeleceu, agora, como prioritária a construção da unidade hospitalar, considerando-a um projeto estruturante de investimento público.

Marta Temido admite que o Hospital do Espírito Santo, em Évora, não tem capacidade de dar a resposta mais adequada aos utentes da região. “Há áreas em que é necessário que os doentes se desloquem a outras regiões, há áreas onde os profissionais que trabalham no hospital sentem falta de apoio, até em termos daquilo que pode ser a sua decisão de fixação ou não na região em projetos de desenvolvimento profissional”, admite a ministra, em declarações à rádio Renascença.

O novo hospital deverá ter 350 camas, com capacidade para mais 150. Irá contar com novas valências e especialidades inexistentes no Alentejo – o que obrigam muitos doentes a terem de se deslocar a hospitais de Lisboa. O hospital terá, por exemplo, uma unidade de cuidados paliativos e quartos individuais isolados no Serviço de Doenças Infecciosas.

A construção do hospital central – que deverá concentrar várias valências e oferecer mais conforto aos utentes e melhores condições de trabalho aos profissionais – pode causar um impacto negativo nos outros hospitais da região, alerta Dinis Silva, um dos dirigentes das Comissões do Litoral Alentejano.

“Esperamos é que a construção deste hospital não vá esvaziar as especialidades existentes nos hospitais em volta, que é o caso de Portalegre, o hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, e o próprio Hospital do Litoral Alentejano, por causa de não haver recursos suficientes para manter”, refere à rádio Renascença.

A cerimónia de apresentação decorre esta tarde, a partir das 16h, no Hospital do Espírito Santo de Évora, e vai ser presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, com a participação da ministra da Saúde, Marta Temido, e do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

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