“O Ministério da Saúde teve conhecimento do pedido de renúncia do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, na sequência do término do mandato a 31 de dezembro. É um mecanismo que está previsto na Lei”, disse o Ministério em comunicado.

No documento, o Ministério diz que tem dialogado com o Conselho de Administração no âmbito da resolução do processo da ala de pediátrica, “reconhecendo o empenho do presidente em criar condições para a transferência dos doentes pediátricos para as instalações do hospital”.

A renúncia foi também confirmada pelo próprio Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João, que num comunicado refere que a decisão pretendeu “facilitar a sua substituição da forma mais rápida possível”.

“Foram estes os únicos fundamentos que estiveram na base do pedido de renúncia”, refere o comunicado do Conselho de Administração do hospital, que assumiu funções em 2016 liderado por António Oliveira e Silva.

O Hospital São João tem sido notícia nos últimos meses devido às obras de construção da ala pediátrica, a funcionar há cerca de dez anos em contentores.

Esta situação levou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a passar o dia de Natal com as crianças internadas naquela unidade de saúde. No mesmo dia, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que as obras da nova ala pediátrica deveriam arrancar este ano e ficar concluídas em 24 meses.

No passado dia 03 o hospital indicou que a obra da ala pediátrica era para começar no início do segundo semestre, prevendo-se para abril a transferência provisória da pediatria oncológica, atualmente em contentores, para o edifício central.

Há dez anos que o Hospital de São João tem um projeto para construir uma ala pediátrica, mas desde então o serviço tem sido prestado em contentores.

O parlamento aprovou a 27 de novembro, por unanimidade, a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019, de forma a prever o ajuste direto para a construção da ala pediátrica.

LUSA

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