Naquele que é o primeiro caso do género a nível mundial, uma mulher brasileira deu à luz no hospital da Universidade de São Paulo, uma menina, após transplante de útero de uma dadora morta. A novidade, publicada na última edição da revista The Lancet, dá conta de que a menina nasceu com 35 semanas de gestação.

O transplante foi realizado em setembro de 2016 e envolveu ligar as veias da dadora às da mulher receptora, assim como artérias, ligamentos e canais vaginais. Houve 10 casos interiores deste género mas nos quais as mulheres que receberam o transplante não conseguiram ter um bebé.

O primeiro bebé a nascer depois de um transplante de útero de uma dadora viva foi registado na Suécia em 2013.

Dani Ejzenberg, médico no hospital da Universidade de São Paulo, que liderou a investigação neste procedimento, considera que esta técnica pode oferecer às mulheres que sejam inférteis acesso a um potencial maior número de dadoras. “O número de pessoas dispostas e comprometidas em doar órgãos quando morrem é muito superior ao de dadores vivos”, destacou o médico.

Ainda assim, Dani Ejzenberg admite que a técnica pode ser melhorada.

 

 

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