Em Portugal, cerca de 20% dos doentes ainda não têm acesso a medicação para controlar a doença. Contudo, a Comissão Europeia aprovou um novo medicamento que pode ser a esperança para mais de 1600 doentes com Esclerose Múltipla (um quinto dos 8 mil que se estima sofrerem da doença em Portugal). Trata-se do Ocrelizumab, um medicamento que combate as formas mais progressivas da doença.

Segundo informação constante do site do Infarmed, 124 doentes tiveram já acesso a este tratamento inovador para a Esclerose Múltipla primária progressiva, no âmbito de um Programa de Acesso Precoce (PAP). O tratamento também foi autorizado para pessoas com Esclerose Múltipla Recidivante Remitente. Nos ensaios clínicos centrados na EM primária progressiva, os investigadores identificaram uma redução do risco de progressão da incapacidade em 24 por cento com o Ocrelizumab, em comparação com os participantes que tomaram um placebo.

Depois de recusar, por duas vezes, pedidos de Autorização de Utilização Excecionais (AUE) que haviam sido solicitados por entidades do SNS, o Infarmed considerou, no final de setembro, depois de uma reavaliação, que o medicamento tem valor terapêutico, o que significa que podem ser dirigidos à Autoridade Nacional do Medicamento pedidos de utilização excecionais.

Para a forma inflamatória do tipo surto-remissão, a mais comum e que afeta a larga maioria dos doentes (mais de 80%), já existem pelo menos 12 medicamentos para atrasar o tempo entre surtos e a fase degenerativa da Esclerose Múltipla – uma doença que surge entre os 20 e os 35 anos de idade e é mais frequente nas mulheres.

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