O estudo foi desenvolvido pela Marktest e pelos especialistas Ana Bravo (alimentação), Filipa Jardim da Silva (sono), Rui Pinto (digestão), Sofia Castro Fernandes (stress) e Sofia Veiga (atividade física), por sugestão da Activia. Desta forma, foi possível fazer uma análise que relaciona os diferentes fatores comportamentais com a saúde digestiva.

Para a recolha de informação, os cinco especialistas realizaram 750 entrevistas a pessoas, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, a exercerem uma profissão.

Entre as principais conclusões, destaca-se a falta de conhecimento dos participantes sobre o tema, com aproximadamente 57% a afirmar que a sua saúde digestiva depende apenas da alimentação e só 26.1% é que considera todos os fatores.

A desvalorização dos sinais de alerta também foi outro dos pontos-chave deste estudo. Mais de 80% dos inquiridos afirmaram que não tinham problemas no aparelho digestivo, ainda que relatassem experienciar sintomas.

Quanto à frequência de sintomas de desconforto digestivo, concluiu-se que  mais de metade dos inquiridos diz sofrer de barriga inchada  algumas vezes por mês (52,3%), seguindo-se uma incidência de enfartamento/digestão lenta (39,2%), mau hálito (33,5%), azia (30,8%), prisão de ventre (29%), cólicas (28,8%) e diarreia (19,2%).

Relativamente aos fatores comportamentais, o estudo revela que os 35.5% dos participantes que não praticam qualquer atividade física apresentam mais sintomas de desconforto digestivo, comparativamente com os 21.6% que o fazem de forma regular; 56.7% dos indivíduos que afirma ter um sono “perturbado” também apresentam mais sintomas; afetando igualmente uma percentagem de 63.9% os inquiridos que assumem o seu dia como stressante, situação que difere para os 37% que não consideram o seu dia-a-dia stressante; 57,9% dos inquiridos que consomem doces “quase todos os dias” reportam ter sintomas de desconforto digestivo, valor que desce para 46% quando o consumo passa a ser “poucas vezes por semana”.

“O facto de as pessoas estarem a desvalorizar os sintomas de desconforto digestivo merece atenção e pode ser também por isso que não se têm registado mudanças significativas nos seus comportamentos; isto é, se as pessoas tiverem uma consciência imediata (ou prova) dos efeitos que os seus comportamentos incorretos nas áreas da alimentação, sono, stress e atividade física têm, talvez as levasse a mudar hábitos. Observações como estas, que todas as pessoas podem experienciar no dia-a-dia, talvez possam fazer a diferença. Não podemos é continuar a achar que ter sintomas de desconforto digestivo todos os meses, várias vezes por mês, é algo que não merece a nossa atenção”, afirma Rui Pinto, especialista em digestão.

Na sequência deste estudo, foi lançado o projecto “Tudo Começa por Dentro”, com a colaboração destes cinco especialistas, para sensibilizar e informar a população. Na plataforma desta iniciativa poderá encontrar os resultados do estudo.

Mónica Abreu Silva

 

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