Quais são as principais novidades na pneumologia?

Temos bastantes coisas na área do diagnóstico, nomeadamente o diagnóstico invasivo e na pneumologia de intervenção. Temos também novidades no tratamento nas doenças difusas, na fibrose pulmonar idiopática e no cancro, especialmente com a imunoterapia. A área da ventilação também é muito importante e está a evoluir. A Medicina evoluiu, globalmente, de uma forma muito rápida e isso sente-se em todas as áreas, incluindo na pneumologia.

Quais são os desafios que esta área enfrenta atualmente?

O desafio é diagnosticar doenças muito complicadas, nomeadamente as doenças difusas e os tumores. Ao melhorarmos esse diagnóstico, conseguimos tratá-las de uma forma individualizada e com melhores resultados. A asma, por exemplo, está numa fase importantíssima, com novos tratamentos individualizados para a asma grave, que não cedia ao tratamento tradicional e que hoje em dia é tratada com terapêuticas moleculares, muito mais eficazes.

Quais são as expectativas para o 34º Congresso de Pneumologia?

Muito elevadas, porque temos um vasto conjunto de temas que serão discutidos e que envolvem todas as áreas da pneumologia em se se incluem a tuberculose, doenças difusas do pulmão, DPOC, asma, cancro, entre outros temas que serão discutidos nas várias sessões agendadas.

Considerando as últimas edições, são esperadas cerca de 800 pessoas, mas podem ser muitas mais. Este ano, em conjunto com este congresso, realiza-se o X Congresso Luso-Brasileiro de Pneumologia.

E que outras iniciativas estão agendadas para este evento?

Nos primeiros dias temos as sessões sobre o “Ano pneumológico em revisão” em que fazemos uma atualização de conhecimentos em algumas áreas da pneumologia, um dos objetivos deste congresso, que é o de promover a formação ativa das pessoas. Temos também sessões com especialistas nacionais e estrangeiros que vão debater a tuberculose, as doenças difusas, pneumologia de intervenção, etc. Também está agendada uma sessão de apresentações comentadas, que é um dos momentos apreciados neste evento e é uma forma de reconhecimento para os investigadores.

Uma das sessões é dedicada aos “novos desafios do tabagismo”. De que estamos a falar exatamente?

Essa sessão deverá abordar a necessidade de termos uma resposta adequada às dificuldades que existem na abordagem clínica da doença que é o tabagismo. É um problema cujo tratamento começa por informar, depois por conseguir que a pessoa deixe este hábito e por controlar todas as situações que daí advêm. Por outro lado, a sessão também deverá focar-se nas novas formas de tabagismo e na investigação que tem sido feita nessa área.

Inserido no Congresso Luso-Brasileiro, também será discutida a Marijuana e todas as implicações que daqui vão surgir. Vamos ter uma pessoa especialista Biologia Molecular que vai entrar na discussão e explicar algumas das questões à volta deste tema.

Mónica Abreu Silva

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