Um novo estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), sugere que poderá estar para breve a disponibilização de um teste sanguíneo de diagnóstico da depressão severa. Uma nova investigação, realizada pelo Professor de neuroendocrinologia Bruce McEwen e pela pesquisadora associada Carla Nasca – ambos da Universidade Rockefeller de Nova York, em colaboração com Natalie Rasgon, professora de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia, mostra que a depressão resistente ao tratamento é caracterizada pela redução dos níveis sanguíneos de uma molécula específica, pelo que poderá ser diagnosticada com recurso a uma simples análise sanguínea.

A maioria dos indivíduos com depressão responde ao tratamento antidepressivo. No entanto, até 30% deles não apresentam sinais de melhora, ou beneficiam apenas parcialmente do recurso aos antidepressivos.

Os dados da investigação, agora revelados, sugerem que essa forma de depressão resistente ao tratamento pode estar associada à deficiência de uma molécula, a acetilcarnitina (ALC), e que medir os níveis sanguíneos dessa molécula pode ser uma maneira eficaz de diagnosticar o distúrbio.

MMM