Num cenário intermédio, os investigadores apontam para uma redução de cerca de 21% deste indicador, passando dos atuais 504 mil anos de vida perdidos para cerca de 417 mil. Na previsão mais otimista, a diminuição é ainda mais acentuada: 350 mil. E mesmo no pior cenário, a quantidade de anos de vida perdidos diminuirá para 499 mil em 2040.

Já quanto ao número de mortes provocadas pelo cancro, o estudo aponta para uma ligeira subida em relação a 2016, passando de 28 308 para 29 224 óbitos. Contudo, num cenário mais favorável, esse número pode ficar-se pelos 25 mil.

Os cientistas estimam que Portugal registe uma evolução favorável em termos de saúde nos próximos 22 anos. Haverá menos doentes e a população será, globalmente, mais saudável. Se em 2016 terão sido perdidos 1,5 milhões de anos de vida por causa de doenças, em 2040 esse valor deverá descer para os 1,2 milhões (1 milhão no melhor cenário).

As doenças cardiovasculares – as que mais matam em Portugal – são aquelas que, a par das oncológicas, vão ter uma evolução mais favorável nos próximos 20 anos: o número de anos de vida perdidos baixará cerca de 25% (de 416 para 314 mil). Neste caso, e ao contrário do cancro, o número de mortes até deverá baixar de 37 mil para cerca de 33 mil mortes anuais.

No grupo das principais doenças, aquele que deverá registar uma maior agravamento é das doenças neurológicas. Em 2016, terão sido perdidos 109 mil anos de vida por causa de doenças como o Alzheimer ou o Parkinson; em 2040, a estimativa é que esse valor aumente para os 131 mil. O número de mortes relacionadas deve disparar quase 40%, atingindo quase 17 mil óbitos/ano.

O número total de óbitos vai aumentar, passando de quase 112 mil para pouco mais de 117 mil em 2040. Apesar disso, por essa altura Portugal já terá perdido 8% da população, descendo de 10,3 para 9,5 milhões de habitantes.

Saúde Online

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