Elsa Banza, nova presidente do conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), afirmou esta segunda-feira que “um dos grandes objetivos [da nova equipa diretiva] é melhorar a capacidade de reposta à população” e que para tal a instituição precisa “de mais recursos humanos em algumas áreas, especialmente médicos e em algumas áreas mais carenciadas”.

A intenção do CA é “abrir uma bolsa de recrutamento autónoma, independentemente dos concursos abertos a nível nacional”, visando “captar novos recursos” disse a presidente do CA aos jornalistas, no final de uma reunião realizada hoje com deputados do Bloco de Esquerda (BE).

Para aumentar a atratividade do Centro Hospitalar que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, a instituição – que em junho deste ano passou a entidade pública empresarial (EPE) – vai apostar no alargamento de áreas como “a psiquiatria e os cuidados paliativos”, como “fator diferenciador para aumentar o interesse dos profissionais e a capacidade de resposta às necessidades das populações”, acrescentou a mesma responsável.

A reunião entre o CA e o deputado do Bloco de Esquerda (BE) Heitor de Sousa, eleito pelo círculo de Leiria, teve como objetivo “fazer um ponto de situação sobre o processo de integração dos trabalhadores precários”, explicou o parlamentar, que reafirmou perante o CA que “tratando-se de um processo de regularização extraordinária deve abranger todas as pessoas que foram integradas no programa em curso [PREVPAP]”.

As informações prestadas na segunda-feira à delegação do BE foram no sentido de que “todas os trabalhadores sejam contratados de forma permanente”, disse Heitor de Sousa.

O deputado questionou ainda o CA sobre o atraso na reabertura da cozinha do Hospital das Caldas da Rainha, encerrada pela ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) em dezembro do ano passado.

A cozinha foi alvo de uma intervenção orçada em 85 mil euros, que deveria ter sido concluída em fevereiro deste ano, mas cujas obras “foram mal feitas e agora é preciso corrigir essa situação para que o refeitório possa abrir em condições”, afirmou o deputado.

Aos jornalistas, Heitor de Sousa disse ainda ter questionado o CA do CHO sobre futuros investimentos públicos na área da saúde, a realizar entre 2020 e 2030, área em que, concluiu, “a perspetiva é impulsionar a construção de um novo hospital” para a região do Oeste.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e de Peniche e detém uma área de influência constituída pelas populações daqueles três concelhos, Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã, e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro).

A população abrangida é de 292.546 pessoas, número que sobe para mais de 300 mil pessoas devido a eventos sazonais e aos doentes referenciados pelos centros de saúde.

LUSA

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