Trata-se de um projeto de um grupo empresarial composto por vários investidores, alguns administradores do Grupo HPA Saúde, que tem hospitais e clínicas particulares nas regiões do Algarve, do Alentejo Litoral e da Madeira, indicou o presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio.

Segundo o autarca, o hospital deverá “nascer” num terreno de 22 mil metros quadrados que o município vai vender ao grupo por 301 mil euros e que se situa perto do campo de futebol do bairro de N. Sra. da Conceição, numa zona periférica da cidade.

“Em breve” vai ser assinada a escritura de compra e venda do terreno entre o grupo e o município e depois seguem-se fases de desenvolvimento e apresentação de projetos por parte do promotor, explicou o autarca, referindo que “é provável que o hospital comece a ser construído em 2020 e entre em funcionamento em 2022”.

De acordo com a proposta do grupo de investidores, precisou, a construção do hospital privado em Beja deverá implicar um investimento entre 16 e 25 milhões de euros e criar entre 150 e 250 postos de trabalho diretos para profissionais de saúde e pessoal administrativo e auxiliar.

Trata-se de “um projeto muito importante para Beja”, sublinhou Paulo Arsénio, frisando que “será a primeira unidade de saúde privada de média-grande dimensão no distrito de Beja”, onde, atualmente, “não existe nenhum hospital privado”.

Por outro lado, frisou, o projeto vai implicar um investimento “significativo” e permitir criar um “número relevante” de postos de trabalho.

O hospital privado também é “um projeto importante para o equilíbrio urbanístico da cidade de Beja”, já que vai ficar instalado numa zona “considerada desfavorecida”.

Segundo o autarca, o hospital, através de um conjunto de convenções com sistemas de saúde públicos e privados e seguros, também vai permitir que “um número significativo” de habitantes do distrito possa ter acesso a vários cuidados de saúde hospitalares privados, como consultas, análises, tratamentos e cirurgias, na cidade de Beja e “sem ter de se deslocar a outras zonas do país”, como Algarve, Évora e Lisboa.

O município sabia que “havia pelo menos um grupo de investidores privados interessado em investir numa unidade de saúde em Beja” e lançou um concurso público para a venda do terreno para aquele fim e por um preço base de licitação de 300 mil euros.

O grupo empresarial foi o único que apresentou uma proposta em carta fechada, venceu o concurso e vai comprar o terreno por 301 mil euros, explicou o autarca.

A Câmara de Beja vai “encaixar” 301 mil euros com a venda do terreno e mais cerca de 20 mil euros relativos à cobrança do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), indicou.

LUSA

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