A cerimónia de adesão destes setes municípios ao projeto internacional para combater a epidemia da Sida decorreu na Assembleia da República, com a presença do ministro da Saúde, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, diretora-geral da Saúde e diretor da agência das Nações Unidas para o VIH/Sida (UNAIDS).

Lançado em Paris em 2014, o projeto “Cidades na via rápida para eliminar o VIH/Sida” [Fast Track Cities] visa acelerar a resposta a esta doença e atingir, até 2020, as metas “90-90-90”, que correspondem a “90% das pessoas que vivem com VIH, a saber que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com VIH a receber tratamento; e 90% das pessoas em tratamento com carga viral indetetável”.

Além destas sete cidades, o projeto tem a adesão dos municípios de Cascais, Lisboa e Porto, que assinaram a declaração conjunta “Cidades na via rápida para eliminar o VIH/Sida” em maio de 2017.

Para a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, o compromisso é “nunca desistir de erradicar totalmente a Sida”, pelo que é necessário “reforçar os mecanismos de diagnóstico precoce, garantir uma resposta mais eficaz de acesso ao tratamento e não descurar toda a informação junto dos mais jovens” relativamente à importância da prevenção.

Já a vereadora da Câmara da Amadora, Susana Nogueira, disse que o compromisso assumido é o de “identificar as fragilidades, mas sobretudo tirar partidos das forças” existentes em termos de organizações e entidades que atuam na cidade, onde existem “mais de 100 nacionalidades diferentes”, referindo que o município se identifica com “uma visão holística da saúde”.

O vereador da Câmara de Loures Gonçalo Caroço considera que a estratégia deste projeto internacional “representa um passo importante no combate à doença a nível global”, adiantando que o município está a trabalhar em parceria com entidades locais para o desenvolvimento da estratégia neste âmbito.

O presidente da Câmara de Odivelas, Hugo Martins considera que a adesão ao projeto é “encarada com naturalidade”, acrescentando que o trabalho neste âmbito já começou, nomeadamente com a constituição de um grupo de trabalho concelhio.

O autarca de Odivelas destacou, ainda, o contacto de proximidade que os municípios têm com os cidadãos, o que permite conhecer melhor a realidade e dar resposta às necessidades.

Por parte do vice-presidente da Câmara de Oeiras, Francisco Gonçalves, foi reforçado o compromisso do município de “aprofundar as políticas na área da saúde”, destacando o que foi feito nas últimas duas décadas em termos de políticas públicas para garantir o acesso universal aos cuidados de saúde mais básicos.

“As epidemias não conhecem fronteiras”, sublinhou na ocasião a autarca de Oeiras, elogiando o papel das Nações Unidas no combate à Sida.

“Construir um município mais saudável é uma responsabilidade dos autarcas”, apontou Isilda Gomes, presidente da Câmara de Portimão, considerando que tal “exige de todos uma grande determinação na busca de soluções holísticas”, pelo que Portimão “tudo fará para que seja um compromisso de uma rede de parceiros e de uma comunidade”.

Relativamente à Câmara de Sintra, o vereador Eduardo Quinta Nova afirmou que o município “não podia estar arredado deste grande compromisso” de erradicar a Sida, realçando o empenho em “desenvolver estratégias locais capazes de criar territórios mais saudáveis”.

LUSA/SO

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