Este equipamento desportivo encontra-se encerrado desde a tarde de terça-feira e deveu-se, segundo explica a Câmara Municipal de Azambuja em comunicado, ao facto de ter existido uma sequência de resultados positivos que apontam para a presença de ‘Legionella’, “ainda que apenas num número reduzido de chuveiros e balneários, com baixo volume de utilização”.

“O município assume que a decisão de encerramento do complexo de piscinas se deve à necessidade de proceder a um tratamento químico e térmico que não permite que o equipamento esteja aberto ao público. Por outro lado, sabendo da existência da bactéria, ainda que em com valores pouco expressivos, o município não podia deixar de informar a população desta ocorrência”, lê-se no comunicado.

Na nota, a autarquia pede também a todos os utilizadores das piscinas que tenham frequentado as instalações nos últimos 15 dias que “permaneçam atentos a eventuais sintomas semelhantes ao da gripe, como dores de cabeça, febre, tosse seca, falta de ar, arrepios ou diarreia”, devendo deslocar-se aos serviços de saúde.

Entretanto, a Câmara de Azambuja assegura que vai ser realizada uma desinfeção preventiva e uma monitorização às instalações do pavilhão e estádio municipal, bem como às escolas com balneários e torres de arrefecimento de sistemas de ar condicionado.

Neste contexto, a autarquia esclarece que todas as análises bacteriológicas realizadas atestam a qualidade da água dos tanques das piscinas”. “Perante os dados disponíveis, considera-se que a situação não é de alarme, contudo, o município de Azambuja reitera total atenção a esta situação e atualizará a informação logo que surjam novos elementos”, atestam.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

LUSA

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