Reagindo às declarações do presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, que ontem veio a público denunciar que o Centro de Saúde da Batalha está ao abandono e que as obras não avançam, a Administração Regional de Saúde – Norte (ARSN) emitiu um comunicado onde garante que está a cumprir os prazos estabelecidos e junta fotos que de acordo com a instituição mostram que ao contrário do afirmado pelo autarca, as obras não estão paradas.

Recorde-se que a nova unidade unidade de saúde vai ser instalada no edifício que fazia parte do Convento de Santa Clara, junto ao Largo Primeiro de Dezembro, estando a obra de requalificação já em curso e o espaço já serviu como centro de saúde.

Na sua edição de ontem, o jornal Público, dava nota do desagrado dos moradores que no local avaliavam o desenvolvimento dos trabalho notando  que a obra parece, à primeira vista, parada. “Há tanto tempo, olhe é assim sem comentários”, desbafou Lucinda, de 60 anos que ao contrário da maioria da população mais envelhecida que ali mora, ainda vai tendo alguma capacidade de mobilidade. Segundo a moradora, “já está para aí há quatro ou cinco anos para ser feito, demorou a vir e, quando veio, parou.” “É uma semana de trabalho e duas de descanso”, rematou.

Já António Fonseca, presidente da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Idelfonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, manifestava o seu descontentamento: “um edifício completamente abandonado, cheio de ratos e lixo”. O autarca diz que já nem sequer o letreiro, que deve dar conta do plano e prazos da obra, consta. “A única placa que aqui existe diz vende-se e está para ali caída”, apontou.

No comunicado, ARS Norte refere que. “Tendo presente algumas noticias vindas a público, aludindo a declarações proferidas pelo Presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, segundo este autarca, as obras de remodelação da Unidade de Saúde da Batalha, num investimento superior a 1.700.000, 00€, estavam paradas, de modo a podermos esclarecer devidamente a população em geral e, em particular, os utentes que, no futuro próximo, vão poder usufruir da referida Unidade, devidamente remodelada e equipada, cumpre-nos esclarecer:
1 – As obras em apreço estão a decorrer normalmente de modo a que estejam concluídas dentro do prazo previsível – final do ano em curso.
2 – Apenas por uma questão de ajustamento de projeto, a propósito de situações inicialmente não calculadas e que, com o decorrer da obra, se foram manifestando, no início deste ano houve necessidade de se acautelar a respetiva alteração e, apenas por curto período de tempo, as mesmas foram parcialmente suspensas, situação que, reiteramos, atualmente não se verifica

LUSA/SO/MM