“A 10 de setembro, 55 pessoas tinham morrido com cólera” e tinham sido registados “2752 casos”, uma nova vaga da doença, refere o escritório de coordenação das ajuda humanitária da ONU em Niamey (OCHA).

Um surto anterior, em 13 de agosto, tinha provocado “22 mortes entre 1 351 casos registados” em Maradi. A epidemia “estendeu-se” a três regiões do país Dosso (no sudoeste), Tahoua (a oeste) e Zinder (no centro-sul), declarou a OCHA.

Segundo a agência, “98% dos casos” foram registados na região de Maradi e na zona já foi declarada uma situação de epidemia.

A segurança foi reforçada em Diffa, outra região do sudoeste do Níger fronteiriça com a Nigéria, asseguraram as autoridades sanitárias locais.

Após a declaração de epidemia, no início de julho, “a resposta” foi preparada pelos serviços locais, com o apoio da OMS (Organização Mundial de Saúde), Unicef, Médicos Sem Fronteiras e a cooperação italiana, indicou o ministro nigeriano da saúde.

O ministro nigeriano da Saúde, Iliassou Maïnassara, deslocou-se aos locais afetados e explicou, em agosto, que o epicentro da epidemia se situava na prefeitura de Madaruonfa, próxima da Nigéria “de onde são provenientes 90% dos doentes”. Na ocasião assegurou que “a situação” estava “sob controle”.

No fim de agosto, a União Europeia acordou um envelope de 100 milhões de francos CFA (152.000 euros) para ajuda às vítimas de cólera no Níger.

LUSA